As Maiores Comercializadoras de Energia em 2025: Estabilidade, Escala e Estratégia no ACL

O mercado livre de energia em 2025 reafirmou movimentos de consolidação e amadurecimento. Ao longo dos meses, observamos a repetição de grandes nomes no topo do ranking de comercializadoras, o que indica não apenas alto volume de comercialização, mas também consistência operacional, diversificação de portfólio e inteligência estratégica.

Neste post especial de encerramento do ano, analisamos os dados consolidados da média móvel dos últimos 12 meses (MM12) com base nos números mais recentes da CCEE. Também comparamos com os dados de 2024, destacando:

  • A permanência dos líderes no topo;
  • A evolução da participação de mercado;
  • E os sinais de transformação no setor, com a entrada e consolidação de novos nomes.

Acompanhe os principais destaques de 2025 com uma visão aprofundada e comparativa do desempenho das 20 maiores comercializadoras do ACL.

Liderança consolidada no ACL: quem dominou 2025

O encerramento de 2025 confirma a robustez dos principais players do mercado livre de energia. A análise da MM12 — média móvel dos últimos 12 meses — mostra que as 20 maiores comercializadoras somaram 53.984,6 MW médios, o que representa cerca de 54% de todo o volume vendido no ACL. Esse dado evidencia a alta concentração de mercado entre os agentes com maior atuação ao longo do tempo.

Na liderança, o BTG Pactual se mantém isolado no topo, com 7.626,4 MW médios. A performance reafirma seu posicionamento como referência em escala, regularidade e execução no ACL.

Em segundo lugar, o Santander COM aparece com 6.807,3 MW médios, ampliando sua presença e consistência entre os grandes players institucionais do setor.

Já a Auren fecha o Top 3, com 5.316,5 MW médios, sustentando sua posição como uma das utilities mais relevantes da comercialização no país.

Ainda entre os destaques, XP Comercializadora, Raízen Power e Comerc Energia SA seguem no bloco superior do ranking, com resultados consistentes, que reforçam a pluralidade de modelos — entre instituições financeiras, empresas integradas e comercializadoras independentes.

Destaques do Ranking de Dezembro

Confira abaixo o ranking completo das 20 maiores comercializadoras de energia em 2025:

Fonte: Elaborado pela Thunders a partir do InfoMercado CCEE publicado em fevereiro de 2025, com dados de dezembro de 2025

Panorama final: o que os dados de 2025 revelam sobre o mercado livre de energia

O fechamento de 2025 reafirma um cenário de consolidação no ACL, com a liderança mantida por grandes comercializadoras e um Top 20 que evoluiu mais em consistência do que em grandes reviravoltas. A maturidade operacional e a capacidade de escalar a atuação comercial tornaram-se diferenciais centrais para os principais players do setor.

Além disso, o ranking MM12 destaca que manter-se entre os líderes exige mais do que presença pontual. Os agentes com melhor desempenho compartilham algumas características decisivas:

  • Foco estratégico e inteligência de mercado;
  • Diversificação de carteira e canais;
  • Escala comercial e recorrência nos volumes vendidos;
  • Capacidade de adaptação ao longo de diferentes ciclos sazonais e regulatórios.

Esses fatores se tornaram essenciais para sustentar uma posição de protagonismo em um setor cada vez mais dinâmico, competitivo e influenciado por fatores como regulação, fusões, verticalização e transformação digital.enda. Ela exige um desempenho sólido ao longo do tempo, com visão estratégica de longo prazo e atuação consistente.

Quer se aprofundar?

O relatório completo com o fechamento de 2025 já está disponível — com o desempenho de todas as comercializadoras ativas no ano, dados mensais, média móvel, novos entrantes e os principais destaques do mercado livre de energia. Um conteúdo essencial para quem atua no setor e quer se manter à frente.

Quem cresceu, quem caiu e o que mudou no Top 20 em doze meses

Ao compararmos o ranking MM12 de dezembro de 2025 com o mesmo período de 2024, observamos uma combinação entre estabilidade no topo e movimentações relevantes ao longo do pelotão intermediário. Isso revela um mercado cada vez mais competitivo, com margens apertadas e foco em eficiência comercial.

Consistência no Top 5 reforça liderança consolidada

A manutenção de BTG Pactual, Santander COM e Auren nas três primeiras posições em ambos os anos aponta para uma liderança consolidada.

  • BTG Pactual manteve a liderança absoluta nas duas edições, com aumento no volume médio anual: de 7.626,4 MWm (2024) para 7.619,0 MWm (2025), com uma leve oscilação, mas sem perder protagonismo.
  • Santander COM cresceu de 6.807,3 MWm para 6.793,9 MWm, mantendo-se como segundo maior agente e reforçando o papel de bancos no topo da comercialização.
  • Auren segue como referência, com uma presença estável no Top 3, mesmo após pequena redução no volume — de 5.316,5 MWm para 5.287,1 MWm.

Crescimentos que mereceram destaque – XP Comercializadora avança entre os gigantes

Em 2024, a XP aparecia na 5ª colocação. No fechamento de 2025, alcançou o 4º lugar, superando Raízen Power em MM12.

  • Isso demonstra ganho de tração e consistência, com a empresa ampliando sua participação entre os maiores vendedores do ACL.
  • Raízen, por sua vez, caiu uma posição, mas ainda permanece firme no Top 5, com volumes muito próximos aos do ano anterior.

Estreitamento entre os volumes do Top 10

Entre os dez primeiros colocados, a diferença de volumes médios comercializados está menor em relação ao ano anterior. Esse movimento indica uma competição mais acirrada no topo, com vários agentes disputando posições com margens reduzidas.

Novas entrantes no ranking

Minerva COM, Vitol Power e Electra Energy apareceram entre as 30 maiores em 2025, marcando presença entre agentes que seguem em expansão e ganhando mercado com modelos comerciais mais específicos ou regionais.

Essas entradas reforçam o dinamismo do mercado livre e a abertura para novos nichos e estratégias diferenciadas.

Principais dados de dezembro de 2025: MM12 consolida desempenho dos líderes

Ao encerrar o ano de 2025, o ranking MM12 de dezembro traz uma leitura clara do desempenho comercial das principais comercializadoras do mercado livre de energia (ACL). A partir dos dados consolidados dos últimos 12 meses, observamos um cenário de forte estabilidade operacional e posicionamento estratégico sólido entre os agentes líderes.

Os volumes acumulados mostram que as 20 maiores comercializadoras somaram 53.984,6 MW médios, representando aproximadamente 54% de toda a energia movimentada no ACL em 2025 — um número que reforça a concentração de mercado e a maturidade dos principais players do setor.

Confira abaixo o ranking completo das 20 maiores comercializadoras de energia em dezembro de 2025:

Fonte: Elaborado pela Thunders a partir do InfoMercado CCEE publicado em fevereiro de 2025, com dados de dezembro de 2025

Principais destaques do ranking de dezembro de 2025

Entre os destaques, o Banco BTG Pactual fecha o ano na liderança, com 7.626,4 MW médios comercializados, seguido por Santander COM, que alcança 6.807,3 MW médios. Ambas as empresas consolidam o protagonismo das instituições financeiras no setor elétrico. A Auren, com 5.316,6 MW médios, assegura a terceira colocação com consistência ao longo do ano.

Outros nomes importantes como Raízen Power, Eneva, XP Comercializadora, Comerc Energia, ENEL Trading e Copel COM também permanecem entre os líderes, evidenciando estratégias comerciais bem definidas e sustentáveis.

Esse fechamento reforça a tendência de que a liderança no ACL está fortemente associada à regularidade de performance. Além disso, aponta para a relevância de fatores como:

  • Escala de comercialização;
  • Capacidade de execução operacional;
  • Diversificação de portfólio;
  • Adaptação a diferentes contextos do mercado.

Com isso, o ranking MM12 de dezembro não apenas encerra o ano com dados robustos, mas também antecipa a configuração competitiva que deve guiar o início de 2026.

Movimentações no ranking e diversidade entre os principais players

O ranking consolidado de dezembro também nos permite observar a pluralidade de estratégias comerciais em atuação no ACL. Mais do que um retrato de volumes, a lista das 20 maiores comercializadoras revela um ecossistema em que diferentes perfis conseguem protagonismo, ainda que por caminhos distintos.

Entre os destaques, é possível notar três dinâmicas complementares:

1. Estabilidade entre os líderes, mas com nuances estratégicas

Mesmo com a permanência de BTG Pactual, Santander COM e Auren no topo, a composição do Top 5 inclui a consolidação de ENEVA e Raízen Power, empresas que representam modelos distintos de operação — uma com portfólio gerador robusto, outra com capilaridade comercial e foco no mercado corporativo.

Essa diversidade entre os líderes indica que o volume médio mensal (MM12) pode ser alcançado tanto por grandes conglomerados quanto por agentes com estratégias comerciais especializadas.

2. Fortalecimento do bloco intermediário

Do 6º ao 10º lugar, encontramos comercializadoras como ENEL Trading, Comerc Energia SA, XP Comercializadora, COPEL COM e EDP C. Todas mantiveram volumes mensais acima de 3.000 MW médios, com leve oscilação de posição ao longo do segundo semestre. Esse grupo é especialmente relevante por concentrar empresas com presença sólida no B2B e histórico de crescimento consistente.

Além disso, é interessante observar que essas comercializadoras formam um bloco relativamente estável ao longo do ano — sugerindo estratégias bem calibradas de carteira e atuação nacional.

3. Pluralidade de modelos entre os Top 20

Na segunda metade do ranking, destaca-se a presença de nomes como ENGIE BR COM, Matrix COM, Itaú COM, CEMIG H e Serena — agentes com diferentes naturezas societárias e atuações estratégicas. Essa pluralidade evidencia que há espaço, dentro do ACL, para comercializadoras bancárias, empresas ligadas a grupos estaduais e estruturas mais enxutas com atuação nichada.

Por outro lado, novos entrantes e players médios como Solenergias, Vitol Power, Hydro Energia e LightCOM marcam presença entre os 30 maiores, reforçando que o mercado segue competitivo e aberto à inovação.

2025 consolida padrões de liderança e aponta tendências para 2026

À medida que encerramos 2025, os dados revelam mais do que uma fotografia momentânea: eles delineiam um padrão de consistência, execução e protagonismo consolidado no ACL. Ao longo de todo o ano, nomes como BTG Pactual, Santander COM, Auren e Raízen Power mantiveram-se no topo do ranking mensal e da média móvel (MM12), demonstrando não apenas robustez comercial, mas também capacidade de adaptação estratégica frente às oscilações do mercado.

Além disso, o fortalecimento do bloco intermediário e a entrada contínua de novos nomes indicam que o mercado permanece dinâmico e competitivo. Modelos diversos de operação — de instituições financeiras a empresas de geração e grupos corporativos — seguem dividindo espaço nas primeiras posições, refletindo a pluralidade que marca o ambiente livre de energia no Brasil.

O que esperar para 2026?

Com base no desempenho dos últimos ciclos, é possível antecipar que a disputa por relevância no MM12 seguirá sendo um dos principais indicadores da maturidade operacional das comercializadoras. Mais do que crescer pontualmente, será necessário sustentar posições em múltiplos contextos, o que exigirá:

  • Estratégias comerciais cada vez mais inteligentes;
  • Maior integração entre gestão de portfólio e operação;
  • Diversificação de clientes e canais;
  • Visão analítica sobre riscos e oportunidades regulatórias.


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O relatório completo com todas as comercializadoras ativas no mercado livre ao longo de 2025 está disponível aqui. Ele traz dados detalhados, rankings ampliados e análises segmentadas — ideal para quem deseja mapear tendências e identificar oportunidades no ACL com base em dados concretos.

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