Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia – dados referente a Agosto/26

Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia


Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em outubro, com dados de agosto de 202
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O Brasil conta, atualmente, com 17.157 agentes consumidores livres, especiais ou autoprodutores de energia devidamente registrados na CCEE. Esses agentes possuem 46.733 unidades consumidoras espalhadas por todo país, as quais totalizaram um consumo de 28.667 MW no último mês.

 

RANKING POR CONSUMO

O ranking de consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) de agosto de 2026 revela a permanência de grandes grupos industriais entre os principais consumidores de energia do Brasil. Além disso, os novos dados mostram mudanças importantes nas posições de destaque, reforçando a competitividade do mercado livre de energia.

Considerando os valores apresentados na planilha, os 10 maiores consumidores do ACL somaram 4.645,9 MW médios, o equivalente a aproximadamente 16,05% da energia consumida no mercado livre. No período, a carga total alcançou 28.955 MW médios.

Além disso, os cinco primeiros colocados concentraram 2.904,1 MW médios, representando aproximadamente 10,03% da carga total do ACL.

Por outro lado, essas empresas representam apenas 849 unidades consumidoras (UCs), equivalentes a aproximadamente 1,91% das 44.443 UCs registradas na base apresentada.

Dessa forma, o ranking evidencia uma característica importante do mercado livre de energia no Brasil: grandes consumidores industriais concentram volumes expressivos de demanda, mesmo representando uma parcela reduzida das unidades consumidoras.

Principais destaques do ranking de consumidores do ACL

  • ALBRAS mantém a liderança no consumo de energia

A ALBRAS permanece na primeira posição do ranking, com 827,8 MW médios de consumo e apenas uma unidade consumidora (UC).

Embora tenha registrado uma pequena redução em relação a julho, quando consumiu 829,5 MW médios, a empresa mantém sua liderança.

Consequentemente, a ALBRAS continua apresentando um perfil de elevada densidade energética individual, característico de grandes operações industriais eletrointensivas.

  • CVRD (Vale) permanece na vice-liderança

Na segunda colocação, a CVRD (Vale) registra 656,4 MW médios, distribuídos entre 25 unidades consumidoras.

Em comparação com julho, quando apresentou 638,6 MW médios, a empresa ampliou seu consumo em 17,8 MW médios.

Além disso, a distribuição da carga entre diferentes UCs demonstra a escala de suas operações industriais e sua relevância no mercado livre de energia.

  • Arcelor JF COM avança para a terceira posição

Entre as principais movimentações de agosto, destaca-se a Arcelor JF COM, que alcançou a terceira colocação, com 497,1 MW médios e 16 unidades consumidoras.

No levantamento anterior, a empresa ocupava a quinta posição, com 456,9 MW médios. Portanto, o avanço de duas posições foi acompanhado por um crescimento de 40,2 MW médios no consumo.

Esse movimento reforça a importância dos grandes consumidores industriais na composição da demanda energética do ACL.

  • ALCOA assume a quarta colocação

A ALCOA aparece na quarta posição, com 495,0 MW médios, distribuídos entre apenas três unidades consumidoras.

Em julho, a companhia registrava 490,9 MW médios. Assim, o novo resultado representa um crescimento de 4,1 MW médios.

Além disso, a concentração de carga em poucas unidades evidencia a elevada intensidade energética de suas operações industriais.

  • BRASKEM entra no Top 5

Outra movimentação relevante ocorreu com a BRASKEM, que alcançou a quinta colocação, com 427,8 MW médios e 17 unidades consumidoras.

No mês anterior, a companhia ocupava a sexta posição, com 413,8 MW médios. Dessa maneira, apresentou um crescimento de 14,0 MW médios e avançou uma posição no ranking.

O resultado também destaca a participação da indústria química e petroquímica entre os maiores consumidores de energia do mercado livre.

O que os dados de agosto revelam?

A análise do ranking de consumidores do ACL evidencia três movimentos importantes.

Primeiramente, a concentração do consumo permanece elevada. Apesar de representarem uma pequena parcela das unidades consumidoras, grandes empresas industriais continuam respondendo por uma participação expressiva da carga total.

Além disso, o ranking apresenta mudanças relevantes nas posições intermediárias. O avanço de empresas como Arcelor JF COM e BRASKEM demonstra que a composição do Top 10 não permanece estática.

Por fim, diferentes perfis de consumo coexistem no mercado livre de energia. Enquanto algumas empresas concentram grandes volumes em poucas unidades, outras distribuem sua demanda entre diversos pontos de consumo.

Portanto, o ranking de agosto reforça a importância de acompanhar não apenas o volume de energia consumida, mas também a distribuição das unidades consumidoras e as movimentações dos principais agentes do ACL.

Tabela 1: Ranking de consumidores por consumo

Rank VolumeSiglaVolume (MW)UCs
1ALBRAS827,81
2CVRD656,425
3ARCELOR JF COM497,116
4ALCOA495,03
5BRASKEM427,817
6PETROBRAS PIE393,455
7KLABIN PUMA388,122
8SABESP323,9706
9SOUTH32318,22
10CSN SIDERURGIC277,96
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em outubro de 2026, com dados de agosto de 2026

Análise do mês: estabilidade na liderança e mudanças entre os maiores consumidores do ACL

Ao analisar o ranking de consumidores do ACL de agosto de 2026, observa-se um cenário de estabilidade nas primeiras posições, acompanhado por movimentações importantes entre os maiores consumidores de energia do Brasil.

A ALBRAS e a CVRD (Vale) permanecem na liderança do mercado livre de energia. Entretanto, empresas como Arcelor JF COM, ALCOA e BRASKEM registraram avanços no consumo, alterando a composição das posições seguintes.

Além disso, os 10 maiores consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) somaram 4.605,6 MW médios, correspondentes a aproximadamente 15,91% da carga total analisada, que alcançou 28.955 MW médios.

Por sua vez, os cinco primeiros colocados concentraram 2.904,1 MW médios, equivalentes a 10,03% do consumo total do ACL.

Apesar dessa participação expressiva, essas dez empresas representam apenas 1,92% das unidades consumidoras do mercado livre, com 853 UCs entre as 44.443 registradas na base.

Entre os destaques, a ALBRAS manteve a liderança, com 827,8 MW médios, seguida pela CVRD (Vale), com 656,4 MW médios. Enquanto isso, a Arcelor JF COM avançou para a terceira colocação, registrando 497,1 MW médios.

Outra movimentação importante foi a entrada da BRASKEM no Top 5, com 427,8 MW médios. Além disso, a SABESP permaneceu entre os maiores consumidores, com 323,9 MW médios distribuídos em 706 unidades consumidoras, evidenciando um modelo operacional altamente descentralizado.

O que os dados indicam?

A análise do ranking de consumidores do mercado livre de energia revela três tendências importantes:

  • Concentração elevada entre os grandes consumidores: primeiramente, os maiores agentes industriais continuam representando uma parcela significativa da demanda energética do ACL. Embora concentrem poucas unidades consumidoras em relação ao total do mercado, respondem por volumes expressivos de energia.
  • Competitividade crescente nas posições intermediárias: além disso, os avanços da Arcelor JF COM e da BRASKEM demonstram que as posições do ranking são influenciadas por mudanças no consumo das empresas. Consequentemente, o acompanhamento mensal permite identificar movimentações relevantes entre os principais consumidores industriais.
  • Diversidade de perfis de consumo no ACL: por outro lado, enquanto empresas como ALBRAS, ALCOA e SOUTH32 concentram grandes volumes de energia em poucas unidades, agentes como SABESP, PETROBRAS PIE e CVRD apresentam operações distribuídas entre diferentes pontos de consumo. Dessa maneira, densidade energética e capilaridade operacional continuam sendo características importantes para compreender a estrutura do mercado livre.

Portanto, o ranking de agosto de 2026 reforça a diversidade do Ambiente de Contratação Livre. De um lado, grandes consumidores industriais sustentam uma parcela relevante da demanda. De outro, empresas com operações descentralizadas demonstram a variedade de modelos presentes no setor.

Assim, o mercado livre de energia brasileiro segue combinando concentração de carga, diversidade operacional e competitividade, evidenciando a importância de acompanhar a evolução dos principais consumidores e suas estratégias de gestão energética.e entre seus principais consumidores.ra um mercado livre de energia mais maduro, competitivo e heterogêneo, no qual diferentes estratégias operacionais coexistem entre os principais consumidores.

RANKING POR QUANTIDADE DE UCs

A análise por número de unidades consumidoras (UCs) no Ambiente de Contratação Livre (ACL) revela uma dinâmica diferente daquela observada no ranking por volume de energia. Enquanto o consumo permanece concentrado entre grandes indústrias, o ranking por quantidade de UCs evidencia a expansão horizontal do mercado livre, impulsionada por empresas com operações distribuídas e elevada capilaridade geográfica.

De acordo com os dados mais recentes de agosto de 2026, as 20 empresas com maior número de unidades consumidoras somam 8.322 UCs, o que representa aproximadamente 18,73% das 44.437 unidades consumidoras do ACL.

Além disso, essas empresas registraram 1.020,84 MW médios de consumo agregado, com média aproximada de 0,123 MW por unidade consumidora. Dessa forma, o grupo mantém um perfil de consumo amplamente distribuído, característico de organizações que operam centenas de pontos de consumo.

Entre os principais destaques, a SANEPAR permanece na liderança, com 867 UCs, seguida pela EMBASA, com 796 unidades consumidoras. Na sequência, a SABESP ocupa a terceira posição, com 706 UCs, reforçando a presença do setor de saneamento entre os maiores agentes em capilaridade operacional.

Por outro lado, empresas dos setores de varejo, serviços, telecomunicações e instituições financeiras também apresentam participação relevante. Nesse contexto, organizações como B2W CE, Bradesco e Itaú demonstram como diferentes modelos de negócio contribuem para a distribuição geográfica do consumo de energia.

Consequentemente, o crescimento e a diversidade da base de unidades consumidoras reforçam a pulverização do ACL e evidenciam a coexistência de diferentes perfis de consumo no mercado livre de energia brasileiro.

Confira quem são esses principais agentes por quantidade de UCs:

Tabela 2: Ranking de consumidores por quantidade de UCs

Rank UCsSiglaUCSVolume (MM)
1SENEPAR86786,58
2EMBASA79699,28
3SABESP706305,55
4VTAL61032,08
5B2W CE60818,78
6BRADESCO53819,64
7CORSAN51647,48
8ITAU CL546322,09
9VIAVAREJO44810,35
10SUPER BH 00134730,48
11ASSAI ATACADISTA324127,65
12RENNER MATRIZ30619,57
13SANTANDER28513,48
14TELEFONICA26665,42
15BURGER KINK2517,98
16RIACHUELO23516,00
17WMS SUPER28864,29
18SMARTFIT1866,10
19MAGAZINE LUIZA1745,57
20HAVAN17121,47
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em OUTUBRO de 2025, com dados de agosto de 2026

Destaques estratégicos do novo ranking

A análise do ranking de consumidores por quantidade de UCs evidencia três características importantes do mercado livre de energia brasileiro.

1. Saneamento mantém forte presença entre os líderes

Primeiramente, SANEPAR, EMBASA e SABESP ocupam as três primeiras posições, reunindo 2.369 unidades consumidoras.

Juntas, essas empresas representam aproximadamente 28,47% das UCs do Top 20, reforçando a relevância das operações de saneamento na distribuição geográfica do consumo.

2. Telecomunicações e varejo ampliam a diversidade operacional

Além disso, a presença da VTAL na quarta posição e da B2W CE na quinta demonstra a diversidade dos modelos de consumo presentes no ACL.

Enquanto empresas de infraestrutura operam redes extensas de atendimento, organizações de varejo e e-commerce distribuem sua demanda entre diferentes estabelecimentos e pontos operacionais.

3. Redes de lojas reforçam a pulverização do mercado livre

Por fim, a presença de empresas como ViaVarejo, Assaí Atacadista, Renner Matriz, Burger King, Riachuelo e Magazine Luiza evidencia a participação das redes comerciais entre os maiores consumidores por quantidade de UCs.

Essas organizações possuem operações distribuídas, características de modelos de negócio que dependem de diversos estabelecimentos comerciais.

Dessa forma, o ranking demonstra que o mercado livre de energia não se limita aos grandes consumidores industriais. Pelo contrário, também reúne empresas com centenas de pontos de consumo e diferentes níveis de demanda energética.

Mercado livre de energia: diversidade e capilaridade marcam agosto de 2026

Os dados de agosto reforçam a diversidade dos perfis de consumo no Ambiente de Contratação Livre (ACL). De um lado, empresas de saneamento e infraestrutura lideram em quantidade de unidades consumidoras. De outro, redes de lojas, instituições financeiras e empresas de telecomunicações demonstram a importância das operações distribuídas.

Além disso, a presença de diferentes setores entre os maiores consumidores evidencia a consolidação de um mercado cada vez mais diversificado, no qual capilaridade operacional, gestão de energia e eficiência no consumo ganham relevância estratégica.

Portanto, acompanhar o ranking por quantidade de UCs permite compreender não apenas quem possui mais pontos de consumo, mas também como diferentes modelos de negócio participam da transformação do mercado livre de energia brasileiro.

ANÁLISE POR FAIXAS DE VOLUME

A análise por faixas de volume no Ambiente de Contratação Livre (ACL) permite compreender como o consumo de energia se distribui entre diferentes perfis de consumidores. Além disso, essa segmentação revela os níveis de concentração energética e a diversidade operacional do mercado livre de energia no Brasil.

Com base nos dados mais recentes de agosto de 2026 (MM12), observa-se que as faixas de maior consumo continuam concentrando uma parcela expressiva da energia. Por outro lado, as faixas de menor demanda reúnem a maior quantidade de agentes, evidenciando a presença de diferentes perfis de consumidores no ACL.

No total, a análise contempla 14.293 agentes, 28.667 MW médios e 44.433 unidades consumidoras (UCs).

Confira abaixo a análise por faixa de carga:

FaixaDeAtéAgentesVolume (MWm)% Agentes% Volume%UCs
11001.000429.8830,29%34,47%3,94%
250100322.2430,22%7,82%6,08%
33050481.8130,34%6,33%4,62%
410302263.6251,58%12,65%12,38%
55103382.4032,36%8,38%8,34%
6354171.6082,92%5,61%5,85%
7132.0613.45014,42%12,03%15,23%
80,512.4241.70416,96%5,94%13,03%
90,30,52.39892616,78%3,23%9,87%
100,10,34.77491833,40%3,20%16,46%
1100,11.5339410,73%0,33%4,21%
1200000,00%0,00%0,00%
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em outubro de 2026, com dados de agosto de 2026

Principais destaques

Faixa 1: alta concentração de energia em poucos agentes

Antes de tudo, chama atenção o fato de que apenas 42 agentes, equivalentes a 0,29% do total, apresentam consumo superior a 100 MW médios.

Apesar de representarem uma parcela extremamente reduzida dos participantes do ACL, esses consumidores concentram 9.883 MW médios, correspondentes a 34,47% de toda a energia consumida no período analisado.

Além disso, esse grupo reúne 1.749 unidades consumidoras, ou 3,94% das UCs. Portanto, a diferença entre a participação no consumo e a quantidade de agentes evidencia a elevada concentração energética entre os maiores consumidores do mercado livre.

Consequentemente, os números reforçam a importância estratégica dos grandes consumidores industriais, sobretudo em segmentos eletrointensivos, como mineração, siderurgia, metalurgia, papel e celulose.

Em síntese, menos de 0,3% dos agentes concentram mais de um terço do consumo de energia analisado, demonstrando a relevância das grandes cargas para a dinâmica do ACL.

Faixas 2 a 4: perfil industrial e presença territorial relevante

Na sequência, as faixas intermediárias entre 10 e 100 MW médios (faixas 2, 3 e 4) concentram:

  • 306 agentes, equivalentes a aproximadamente 2,14% do total;
  • 7.681 MW médios, correspondentes a 26,79% do volume de energia;
  • 10.253 unidades consumidoras, representando aproximadamente 23,08% das UCs.

Dessa forma, essas faixas apresentam participação relevante tanto no consumo quanto na quantidade de unidades consumidoras.

Especificamente, a faixa 4, de 10 a 30 MW médios, reúne 226 agentes, responsáveis por 3.625 MW médios, ou 12,65% do volume total. Além disso, esses consumidores estão distribuídos entre 5.499 unidades consumidoras, equivalentes a 12,38% das UCs.

Assim, essa faixa representa um importante ponto de equilíbrio entre volume expressivo de energia e capilaridade operacional, característica que pode ser observada em diferentes operações industriais e empresariais.

Faixas 5 e 6: consumidores de médio volume ganham relevância

As faixas entre 3 e 10 MW médios também apresentam participação importante na composição do mercado livre de energia.

Juntas, essas categorias concentram:

  • 755 agentes, aproximadamente 5,28% do total;
  • 4.011 MW médios, equivalentes a 13,99% do consumo analisado;
  • 6.305 unidades consumidoras, correspondentes a 14,19% das UCs.

Além disso, a faixa 5, entre 5 e 10 MW médios, reúne 338 agentes e 2.403 MW médios. Enquanto isso, a faixa 6, entre 3 e 5 MW médios, contabiliza 417 agentes e 1.608 MW médios.

Esses números demonstram a relevância dos consumidores de médio volume para a composição do ACL. Afinal, essas empresas combinam demanda energética significativa com uma distribuição operacional mais ampla do que aquela observada entre os maiores consumidores.

Faixas 7 a 10: pulverização e diversidade do mercado livre de energia

Por outro lado, as faixas entre 0,1 e 3 MW médios concentram a maior parte dos agentes analisados.

Em conjunto, essas quatro faixas reúnem:

  • 11.657 agentes, equivalentes a 81,56% do total;
  • 7.980 MW médios, correspondentes a 27,83% do volume consumido;
  • 24.056 unidades consumidoras, representando 54,14% das UCs.

Portanto, embora essas empresas apresentem menor consumo individual, sua participação é fundamental para a diversidade da base de consumidores do ACL.

Entre elas, destaca-se a faixa 10, de 0,1 a 0,3 MW médios, que reúne 4.774 agentes, equivalentes a 33,40% do total.

Além disso, essa faixa contabiliza 7.313 unidades consumidoras, ou 16,46% das UCs, apesar de representar apenas 3,20% do volume de energia consumido.

Esse contraste evidencia a pulverização das cargas de menor porte, perfil compatível com operações distribuídas em múltiplos estabelecimentos, como redes comerciais, lojas e prestadores de serviços.

Faixa 11: consumidores de baixíssimo volume ampliam a diversidade do ACL

Por fim, a faixa de consumo inferior a 0,1 MW médio reúne 1.533 agentes, correspondentes a 10,73% do total.

Embora esse grupo represente apenas 0,33% do volume consumido, ele concentra 1.870 unidades consumidoras, equivalentes a 4,21% das UCs analisadas.

Dessa maneira, os dados mostram que consumidores de baixíssima demanda também integram a estrutura do mercado livre de energia.

Além disso, a presença desses agentes reforça a diversidade de portes e perfis de consumo existentes no ACL.

O que os dados de agosto revelam sobre o mercado livre de energia?

A análise por faixas de volume evidencia uma característica importante do mercado livre de energia brasileiro: a coexistência entre concentração energética e pulverização da base de consumidores.

Primeiramente, as quatro maiores faixas, com consumo acima de 10 MW médios, concentram 61,26% de toda a energia analisada, embora representem apenas aproximadamente 2,43% dos agentes.

Em contrapartida, as faixas de 0,1 a 3 MW médios reúnem 81,56% dos agentes, mas respondem por 27,83% do consumo total.

Além disso, a presença de 24.056 unidades consumidoras nessas faixas de menor volume demonstra a importância das operações distribuídas para a composição do ACL.

Assim, os dados evidenciam três características estruturais do mercado:

  • Concentração energética: grandes consumidores continuam respondendo por uma parcela expressiva da demanda de energia.
  • Diversificação dos perfis de consumo: empresas com diferentes níveis de demanda participam do Ambiente de Contratação Livre.
  • Capilaridade operacional: consumidores com cargas menores representam a maior parcela dos agentes e possuem ampla distribuição de unidades consumidoras.

O ACL combina grandes cargas e operações distribuídas

Em agosto de 2026, o mercado livre de energia apresenta uma estrutura marcada por diferentes perfis de consumo. Enquanto grandes agentes industriais concentram volumes elevados de energia, empresas com cargas menores representam a maior parte dos participantes analisados.

Nesse contexto, a segmentação por faixas de volume permite compreender melhor a composição do ACL e identificar a relevância de cada grupo para o mercado.

Portanto, acompanhar a evolução dos consumidores, das unidades consumidoras e dos volumes contratados é fundamental para compreender a dinâmica do mercado livre de energia no Brasil.

Com os dados e as análises da Thunders, empresas e profissionais do setor podem acompanhar essas transformações e obter uma visão mais estratégica sobre o comportamento dos consumidores de energia.me negociado, a expansão dos agentes de menor carga amplia a capilaridade, a competitividade e a maturidade do ACL.

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