Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia – dados referente a Novembro/25


Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em janeiro, com dados de novembro de 2025

O Brasil conta, atualmente, com 13.869 agentes consumidores livres, especiais ou autoprodutores de energia devidamente registrados na CCEE. Esses agentes possuem 44.4641 unidades consumidoras espalhadas por todo país, as quais totalizaram um consumo de 28.170 MW no último mês de setembro e 27.927  MWm nos últimos 12 meses

 

RANKING POR CONSUMO

Considerando o volume de energia consumido no último mês de referência, os 10 maiores consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) demandaram um total de 4.742,4 MW médios. Esse valor representa 16,83% de toda a energia consumida no ACL, cuja carga total foi de 28.170 MW médios em novembro de 2025.

Além disso, os 5 primeiros colocados concentraram 3.108,0 MW médios, o que equivale a 11,03% da carga total do mercado livre de energia.

Mesmo representando apenas 1,06% do total de unidades consumidoras (471 UCs, de um total de 44.445), os líderes em consumo exercem papel central na demanda do mercado — evidenciando a forte concentração de carga em grandes consumidores industriais.

Principais destaques do ranking:

      • ALBRAS manteve a liderança isolada com 826,9 MW médios e apenas 1 unidade consumidora (UC). Esse perfil reforça sua altíssima densidade energética individual, sendo o consumidor mais intensivo do mercado livre.

      • Em seguida, a CVRD (Vale) aparece na 2ª colocação com 707,8 MW, distribuídos entre 25 UCs, evidenciando sua operação descentralizada e presença nacional em diversos polos industriais.

      •  As empresas CBA e ALCOA ocupam o 3º e 4º lugares, com consumos de 632,6 MW e 493,0 MW, respectivamente, mesmo com 4 e 3 unidades consumidoras — o que revela um perfil de alta concentração de carga por site e elevada eficiência energética.
      • A Arcelor JF COM aparece em 5º lugar com 448,2 MW, seguida de perto pela Braskem, com 369,6 MW. A disputa entre os dois grupos permanece acirrada, com variações de consumo ligadas à sazonalidade e ajustes operacionais.

      • A PETROBRAS PIE ocupa agora o 7º lugar com 366,2 MW, distribuídos em 45 UCs — reforçando seu perfil como uma das principais empresas com operação pulverizada e descentralizada no ACL.

      • SOUTH32 segue na 8ª colocação, com 314,0 MW em apenas 2 unidades consumidoras, refletindo alta densidade energética por ponto de consumo. 

      • A SABESP aparece no 9º lugar com 295,3 MW, mantendo 351 UCs — maior número entre os Top 10 — consolidando-se como exemplo de uso descentralizado e intensivo de energia.

      • Fechando o Top 10, KLABIN PUMA retorna ao ranking com 286,7 MW e 22 UCs, com destaque para sua distribuição entre polos industriais e operações logísticas.

Confira os principais agentes:

Tabela 1: Ranking de consumidores por consumo

Rank VolumeSiglaVolume (MW)UCs
1ALBRAS826,91
2CVRD707,825
3CBA632,64
4ALCOA493,03
5ARCELOR JF COM448,216
6BRASKEM369,617
7PETROBRAS PIE366,242
8SOUTH32314,02
9SABESP295,3351
10KLABIN PUMA286,722
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em janeiro de 2025, com dados de novembro de 2025

Análise do mês: estabilidade no topo, com sinais de expansão pulverizada

Ao analisar o novo ranking dos maiores consumidores do ACL em outubro de 2025, percebe-se uma estabilidade na A leitura do ranking de novembro de 2025 reforça um cenário de estabilidade no topo do ACL, sem alterações significativas na composição das empresas do Top 10. Contudo, os números evidenciam movimentações relevantes nos volumes e quantidade de unidades consumidoras (UCs) — aspectos estratégicos para o setor.

Mesmo com uma leve queda no consumo total do Top 10 em relação ao mês anterior (de 4.740,3 para 4.742,4 MWm), algumas empresas registraram aumento no número de UCs, o que indica estratégias de pulverização e ampliação territorial.

Destaque novamente para a SABESP, que saltou de 339 para 351 unidades consumidoras, reforçando seu perfil como agente altamente descentralizado, com múltiplos pontos de consumo em segmentos como saneamento e serviços públicos.

Do mesmo modo, PETROBRAS PIE (45 UCs) e KLABIN PUMA (22 UCs) mantêm modelos operacionais amplamente distribuídos, conectando-se a centros logísticos, plantas industriais e bases de produção diversas.

Por outro lado, empresas como ALBRAS, CBA e ALCOA seguem operando com altíssima densidade energética individual, com apenas 1 a 4 UCs consumindo mais de 400 MW médios. Esse padrão está alinhado a setores de siderurgia, metalurgia e indústrias de base, que permanecem no topo do consumo.

O que os dados indicam?

  • O mercado continua altamente concentrado em grandes volumes de consumo, embora haja sinais claros de pulverização em médio porte, com aumento expressivo de UCs entre players descentralizados;
  • A diversidade de perfis — entre consumidores industriais intensivos e empresas pulverizadas — reforça a complexidade, maturidade e competitividade do Ambiente de Contratação Livre;
  • Estratégias distintas coexistem no mercado: densidade energética, de um lado, e expansão geográfica e pulverização, de outro — evidenciando que o crescimento do ACL ocorre de forma abrangente e sustentável.

RANKING POR QUANTIDADE DE UCs

A análise por número de unidades consumidoras (UCs) no ACL, referente a novembro/2025, continua revelando um cenário totalmente distinto daquele observado no ranking por volume de energia. Ao invés de concentração em poucas cargas de grande porte, o destaque aqui vai para a pulverização operacional e capilaridade geográfica.

  • As 20 empresas com maior número de UCs somam agora 7.531 unidades consumidoras, o que representa 16,94% do total de 44.461 UCs ativas no ACL no período analisado.
  • No total, essas empresas demandaram 1.021,96 MW médios, o que reforça um perfil de baixo consumo médio individual, com apenas 0,136 MWm por UC — valor praticamente estável em relação ao mês anterior.

Esse cenário evidencia a expansão horizontal do mercado livre de energia, com entrada contínua de empresas de médio porte e perfil de operação mais pulverizado e distribuído.

Confira quem são esses principais agentes por quantidade de UCs:

Tabela 2: Ranking de consumidores por quantidade de UCs

Rank UCsSiglaUCSVolume (MM)
1SENEPAR86279,55
2B2W CE68722,05
3EMBASA56694,91
4BRADESCO50018,77
5CORSAN49446,17
6ITAU CL548222,66
7VIAVAREJO44110,32
8CBD41154,73
9SABESP351278,16
10SUPER BH 00133428,06
11ASSAI ATACADISTA320124,21
12SANTANDER30213,90
13RENNER MATRIZ29319,22
14VTAL27521,29
15TELEFONICA26866,10
16BURGER KINK2477,66
17WMS SUPER23962,58
18RIACHUELO23115,71
19BRASIL TELECOM22835,91
20C&A MODAS22816,07
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em janeiro de 2025, com dados de novembro de 2025

Destaques estratégicos do novo ranking:

  • SENEPAR segue isolada na liderança, com 862 UCs e consumo de 79,55 MW médios, representando cerca de 7,06% das UCs do Top 20. O número reforça seu perfil altamente pulverizado, com grande capilaridade operacional, principalmente no setor de saneamento.
  • B2W CE, com 687 UCs, aparece logo em seguida, mantendo consumo moderado de 22,05 MWm — ou seja, uma média de apenas 0,032 MWm por unidade. O dado reforça a lógica de atuação em múltiplos pontos de venda no varejo e e-commerce.
  • EMBASA permanece na 3ª colocação, com 566 UCs e demanda de 94,91 MWm, evidenciando um perfil com alta intensidade energética e ampla presença no setor público.
  • SABESP, por sua vez, mantém-se entre os 10 primeiros, ocupando agora a 9ª posição com 351 UCs e 278,16 MW médios — a maior carga entre as 20 listadas. Isso representa um consumo médio de 0,79 MW por unidade, configurando um modelo descentralizado e de alta intensidade operacional.

O que os dados indicam?

Os dados mais recentes de novembro/2025 consolidam uma tendência clara de expansão horizontal no ACL. Empresas com perfis distintos — desde grandes grupos de saneamento até redes de varejo — estão adotando o ambiente livre com estratégias baseadas em distribuição geográfica, pulverização de cargas e otimização da operação.

Além disso, a análise revela uma forte diversidade de atuação:

  • De um lado, empresas com grande número de UCs e baixa carga média individual, como SENEPAR, B2W CE e EMBASA, indicam um avanço do modelo pulverizado, voltado para operações capilarizadas e setores como varejo, serviços e saneamento.
  • Por outro lado, players como SABESP combinam alta quantidade de UCs com elevado volume de energia, demonstrando maturidade operacional e intensidade de uso.

Por fim, o destaque vai para a presença de grupos com estrutura robusta e capacidade de gestão descentralizada, reforçando que o ACL está cada vez mais acessível — e estratégico — para empresas de todos os portes e segmentos. A diversificação dos perfis é um forte indicativo de amadurecimento e competitividade do mercado livre de energia no Brasil.

ANÁLISE POR FAIXAS DE VOLUME

A segmentação por faixas de volume no Ambiente de Contratação Livre (ACL) permite observar de forma clara como a energia consumida está distribuída entre diferentes perfis de consumidores. Mesmo com o crescimento no número de agentes, os dados de novembro de 2025 mostram que a concentração nas faixas de maior volume permanece relevante, ainda que haja sinais consistentes de expansão da base de consumidores com cargas menores.

Confira abaixo a análise por faixa de carga:

Tabela 3: Segmentação por faixas de volume de energia consumido

FaixaDeAtéAgentesVolume (MWm)% Agentes% Volume%UCs
11001.000379.3180,27%33,36%2,95%
250100342.3940,25%8,57%6,86%
33050471.8360,34%6,57%3,41%
410302393.9311,73%14,08%15,57%
55103212.2252,32%7,97%7,73%
6353991.5272,88%5,47%6,73%
7131.8943.17013,67%11,35%15,75%
80,512.3291.63716,81%5,86%12,34%
90,30,52.26588016,35%3,15%9,35%
100,10,34.798491534,53%3,28%15,44%
1100,11.50693410,87%0,34%3,87%
1200000,00%0,00%0,00%
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em janeiro de 2025, com dados de novembro de 2025

Principais destaques:

Faixa 1: Alta concentração em poucos agentes

  • Antes de mais nada, vale destacar que apenas 37 agentes (0,27%) consomem mais de 100 MW médios/mês, sendo responsáveis por expressivos 33,36% de toda a energia consumida no ACL.
  • Esse grupo concentra apenas 2,95% das unidades consumidoras, evidenciando um perfil com altíssima densidade energética, típico de grandes indústrias de base como mineração, siderurgia e papel e celulose.
  • A presença reduzida de empresas nessas faixas e a carga elevada reforçam a importância dos grandes consumidores industriais para o equilíbrio e previsibilidade do mercado livre.

Faixas 2 a 4: Perfil industrial e de média capilaridade

  • As faixas entre 10 e 100 MW médios (faixas 2, 3 e 4) concentram 321 agentes (2,32%), que respondem por 29,11% da carga total.
  • Especificamente a faixa 4 (10 a 30 MW) reúne 239 agentes e concentra 14,08% da carga, com destaque para empresas com perfil industrial e múltiplos pontos de consumo.
  • Juntas, essas faixas totalizam 26,57% do consumo total do ACL, com 28,66% das unidades consumidoras, o que reforça um padrão de consumo distribuído, porém ainda robusto.

Faixas 7 a 10: Popularização e pulverização do ACL

  • As faixas de 0,1 a 3 MW médios (7 a 10) reúnem a maior parte dos consumidores: 11.272 agentes (81,36%), responsáveis por 23,88% do volume total.
  • Além disso, concentram 54,49% das UCs, o que indica o avanço do mercado livre entre empresas de médio e pequeno porte, com padrão de consumo mais pulverizado.
  • Porém, destaca-se a faixa 10 (0,1 a 0,3 MW), com 4.784 agentes (34,53%) e 15,44% das UCs, o que evidencia o sucesso do modelo de migração por varejo e da flexibilidade das novas regras de acesso.

Mas o que os dados revelam?

A análise de faixas de volume mostra que o mercado livre continua a seguir uma dupla dinâmica:

  • De um lado, a alta concentração de consumo permanece nas faixas superiores, com poucos agentes respondendo por grande parte da carga total;
  • De outro, há uma forte expansão da base de consumidores com menor carga, sinalizando o amadurecimento do ACL e maior acessibilidade para empresas menores.

Esse comportamento reforça um cenário diverso, competitivo e descentralizado, com espaço tanto para grandes players industriais, quanto para novos entrantes de médio e pequeno porte.rte.

Consumo no ACL: estabilidade em patamares elevados reforça amadurecimento do mercado

O Ambiente de Contratação Livre (ACL) segue demonstrando uma trajetória de crescimento consistente, marcada por O Ambiente de Contratação Livre (ACL) mantém uma trajetória de crescimento consistente, impulsionada pela ampliação da base de consumidores e por oscilações sazonais cada vez mais controladas. Os dados atualizados reforçam o amadurecimento do mercado e a consolidação de uma nova base de consumo.

  • Em 2022 e 2023, o consumo apresentou-se relativamente estável, com pequenas variações mensais;
  • A partir de 2024, o crescimento tornou-se mais intenso e sustentado, com diversos meses superando a marca de 28.000 MWm;
  • Em 2025, essa tendência se confirma: apesar de variações naturais, o mercado se mantém em níveis elevados de consumo, sinalizando a formação de um novo patamar consolidado no ACL.

Embora novembro/2025 tenha registrado um leve recuo em relação ao mês anterior (28.182 MWm contra 28.170 MWm), o volume continua inserido dentro da faixa superior, reforçando o cenário de estabilidade e previsibilidade no consumo do mercado livre.

Os dados consideram o somatório da carga dos agentes consumidores livres, especiais e autoprodutores.
Não estão incluídas as cargas associadas às Comercializadoras Varejistas.

*Considera o somatório da carga dos agentes consumidores livres, especiais e autoprodutores

Gráfico 1: Evolução no consumo de energia no ACL

Leitura do mês:

O gráfico evidencia que outubro/2025 manteve o consumo dentro da faixa elevada, mesmo com leve variação em relação a setO gráfico atualizado mostra que novembro/2025 manteve o consumo em patamar elevado, mesmo com leve oscilação negativa em comparação a outubro. Este comportamento sustenta a tendência de um mercado amadurecido, com alta previsibilidade operacional.

Além disso, a consistência do desempenho, mesmo diante de variações pontuais, evidencia uma demanda robusta e resiliente, impulsionada por três pilares principais:

  • Expansão da base de consumidores: o número total de UCs ativas chegou a 44.509, um avanço de 11,20% em relação ao mesmo mês de 2024, com forte adesão de pequenas e médias empresas;
  • Migração contínua para o ACL: os dados reforçam a pulverização da base, com aumento da capilaridade e da diversidade de agentes;
  • Presença recorrente de grandes cargas industriais, que seguem sustentando parte significativa do consumo total.

Quantidade de Unidades Consumidoras no ACL: outubro consolida nova fase de crescimento acelerado

A migração de empresas para o Ambiente de Contratação Livre (ACL) segue em trajetória sólida de expansão. O gráfico atualizado com os dados de novembro/2025 evidencia que o movimento permanece em curso acelerado, impulsionado principalmente por consumidores especiais e por um ambiente cada vez mais favorável à entrada de novos agentes.

Gráfico 2: Evolução da quantidade de UCs no ACL

Perfil da expansão

  • O crescimento continua sendo puxado, sobretudo, pela adesão de consumidores especiais (CE), que representaram 67,2% das UCs em novembro e seguem liderando a entrada de novas empresas no mercado livre;
  • Os consumidores livres (CL) mantêm uma participação estável e em leve crescimento, com 14.356 UCs e consumo médio por unidade de 1,545 MW;
  • Já os autoprodutores (AP) apresentam participação discreta, mas relevante, com 220 unidades, evidenciando a atuação de grandes consumidores industriais com projetos próprios de geração.

Além disso, os dados indicam:

  • A pulverização da base de consumidores, com crescimento entre pequenas e médias empresas, especialmente nos setores de varejo, agronegócio, telecomunicações e serviços;
  • A descentralização operacional, com agentes cada vez mais espalhados geograficamente, consolidando uma matriz de consumo mais distribuída.

O resultado de novembro confirma que o ACL está cada vez mais acessível, diversificado e competitivo, com espaço tanto para grandes grupos industriais quanto para novos entrantes de menor porte. A expansão constante da base de UCs reforça a solidez do modelo de contratação livre e indica novas oportunidades para empresas que buscam eficiência energética e previsibilidade de custos.

O ACL avança como modelo de energia para o futuro

Ao longo de 2025, os dados mostram que o Ambiente de Contratação Livre está consolidando um novo padrão de consumo e adesão. De um lado, temos o fortalecimento das grandes cargas industriais; de outro, o avanço de novos entrantes com menor volume, que ampliam a capilaridade do mercado.

Com isso, o ACL se firma como um modelo energético mais competitivo, flexível e descentralizado, sendo cada vez mais relevante para empresas de todos os portes e segmentos.

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