ETRM para varejo de energia: o que você precisa para escalar sem planilhas

Se a sua empresa decidiu entrar no varejo de energia, é questão de tempo até descobrir uma coisa: planilha não escala. No começo, alguns poucos clientes até cabem em controles manuais. Porém, à medida que a carteira cresce, um ETRM para varejo de energia passa a ser a diferença entre operação saudável e caos operacional.

Além disso, o varejista assume responsabilidades que vão muito além de vender energia: ele representa centenas ou milhares de consumidores na CCEE, responde por contabilização, liquidação, riscos e relacionamento com o cliente final ao mesmo tempo.

Neste artigo, vamos aprofundar por que as planilhas não dão conta e quais requisitos um ETRM para varejo de energia precisa ter para acompanhar o crescimento da sua carteira com segurança.

Por que planilhas não são suficientes no varejo de energia

Em primeiro lugar, vale olhar para a complexidade do modelo. No varejo:

  • você atende muitas unidades consumidoras espalhadas por várias distribuidoras;

  • cada UC tem modalidade tarifária, demanda, descontos e impostos específicos;

  • o cliente final recebe mais de uma fatura, além de lidar com novas obrigações e prazos;

  • o varejista responde perante a CCEE por registro, medição, contabilização e liquidação.

Quando tudo isso é gerido em Excel ou sistemas caseiros, alguns problemas aparecem rapidamente:

  • versões diferentes da mesma planilha em times distintos;

  • divergência entre o que está na planilha, no financeiro e nos registros da CCEE;

  • dificuldade de ter visão consolidada de carteira, risco e resultado;

  • risco de erro em faturamento, ICMS e repasse aos clientes.

Consequentemente, a operação fica frágil justamente quando você quer ganhar escala. É aqui que um ETRM para varejo de energia passa a ser indispensável.

 


O que é, afinal, um ETRM para varejo de energia?

De forma simples, um ETRM (Energy Trading and Risk Management) é o sistema que organiza as operações de energia de ponta a ponta: cadastros, propostas, contratos, registro na CCEE, medições, faturamento, financeiro e BI.

Quando falamos de ETRM para varejo de energia, estamos falando desse conceito aplicado a uma realidade muito específica. Nesse contexto:

  • o volume de UCs é alto;

  • os contratos são pulverizados;

  • o perfil varejista na CCEE concentra riscos e responsabilidades;

  • e o cliente final espera relatórios claros sobre economia, consumo e histórico.

Portanto, não basta ser “um ETRM qualquer”. O sistema precisa entender profundamente a lógica de varejo de energia no ACL e as dores operacionais dessa modalidade.

 


Seis requisitos que um ETRM para varejo de energia precisa ter

Para facilitar sua análise, vamos organizar os principais requisitos em seis blocos. Assim, você pode usar esta lista como referência na hora de avaliar soluções.

1. Visão única de cliente, UCs e contratos

Em primeiro lugar, um bom ETRM para varejo de energia precisa consolidar toda a base de clientes em um único lugar:

  • cadastro de empresas, grupos econômicos e contatos (CRM);

  • modelagem de usinas e ativos de carga com dados específicos de cada UC;

  • vínculos claros entre UC, distribuidora, perfil varejista e contratos associados.

Dessa forma, você evita cadastros duplicados, inconsistências e aquele cenário em que cada área tem “seu Excel” com versões diferentes da verdade. Além disso, essa visão única acelera a análise de carteira e a tomada de decisão.

 

2. Simulação e migração integradas ao funil comercial

Simulação e migração integradas ao funil comercial

No varejo, quase toda venda começa com uma simulação de migração: comparar o cenário no cativo com o cenário no livre, incluindo descontos, encargos e ICMS.

Por isso, um ETRM para varejo de energia robusto deve:

  • receber dados do cativo em formato padrão;

  • aplicar regras por distribuidora e modalidade tarifária;

  • gerar automaticamente relatórios de simulação em linguagem clara para o cliente;

  • transformar simulações aprovadas em propostas e contratos, dentro do próprio fluxo de CRM/Front.

Assim, o funil deixa de ser uma coleção de planilhas soltas e passa a ser um processo contínuo: lead → simulação → proposta → contrato → operação.

 

3. Fluxo operacional automatizado: medição, CCEE e faturamento

Depois da venda, começa a parte “pesada”: a operação mensal. Nesse ponto, um ETRM para varejo de energia precisa amarrar algumas frentes críticas.

Em especial, o sistema deve suportar:

  • Medição: coleta automática de dados do SCDE, tratamento de inconsistências e geração de projeções;

  • Backoffice: registro, validação e ajuste de contratos na Plataforma de Integração da CCEE, importação de extratos e matching com o que está no sistema;

  • Financeiro: cálculo de ICMS, contas a pagar/receber, conciliação e integração com ERP/contabilidade.

Quando essas áreas trabalham separadas, o time perde tempo reconciliando números. Por outro lado, quando tudo está dentro do mesmo ETRM, as exceções aparecem rápido e o esforço operacional cai drasticamente.

 

4. Controles de acesso, segurança e logs

Além da automação, o varejo exige governança. Diversas pessoas mexem em preços, contratos, cadastros e parametrizações sensíveis.

Por isso, um ETRM para varejo de energia precisa oferecer:

  • gestão de usuários, com perfis customizados e controle de ativos/inativos;

  • permissões por módulo e tipo de ação (visualizar, editar, aprovar, excluir);

  • log detalhado de operações, registrando quem fez o quê, quando e em qual contexto.

Dessa maneira, você reduz o risco de alterações indevidas, facilita auditorias internas e aumenta a confiança no dado que aparece nos relatórios.

 

5. BI e relatórios pensados para o varejo

Hoje, não basta ter a operação rodando: é preciso enxergar a operação.

Por isso, o ETRM para varejo de energia deve trazer:

  • relatórios pré-definidos, como exposição de crédito, inadimplência, resultado por carteira e por distribuidora;

  • possibilidade de criar consultas customizadas no banco de dados, com visão analítica;

  • modelos prontos de relatórios para o cliente final, mostrando economia, comparação cativo vs livre e histórico de consumo.

Como consequência, o BI deixa de ser “algo à parte” e passa a ser parte do dia a dia comercial e operacional, apoiando tanto decisões internas quanto a comunicação com o cliente final.

 

6. Modelo SaaS, evolução contínua e suporte especializado

Por fim, mas não menos importante, o modelo de entrega do sistema importa muito.

No contexto de abertura de mercado e mudanças regulatórias constantes, faz toda diferença ter um ETRM para varejo de energia entregue como SaaS em assinatura On Demand, com:

  • software + infraestrutura + suporte + evolução incluídos;

  • atualizações frequentes ajustando regras da CCEE e demandas do setor;

  • equipe que conhece a realidade de comercializadoras, serviços, geração, distribuição e varejo.

Assim, você não precisa abrir novos projetos gigantescos sempre que o regulatório muda. Em vez disso, o sistema acompanha o setor e mantém sua operação de varejo sempre aderente.

 


Como o Thunders Varejista atende esses requisitos na prática

A família Thunders foi desenhada para atender necessidades específicas em diferentes segmentos: Trading, Serviços, Geração, Distribuição e Varejista.

Dentro dela, o Thunders Varejista é o produto focado em varejo de energia no ACL, e aproveita todos os módulos globais da plataforma: Administrativo, CRM, Front, Operações, Backoffice, Medição, Financeiro e BI.

Na prática, isso significa que:

  • o cadastro de clientes, grupos econômicos e UCs é único e integrado em toda a solução;

  • as simulações de migração são feitas dentro do próprio sistema e podem ser reaproveitadas em propostas, contratos e relatórios;

  • a operação mensal (medição, registro, extratos, matching, faturamento, ICMS, financeiro) roda em um fluxo só;

  • o controle de acessos e logs garante segurança mesmo em times grandes;

  • o BI integrado traz painéis de carteira, resultado e performance por cliente e distribuidora, com possibilidade de customização.

Tudo isso é entregue com foco em usuário, melhoria contínua e parceria de longo prazo, que são pilares da Thunders desde a fundação.

 


Próximo passo: ver um ETRM para varejo de energia funcionando no seu cenário

Ler sobre requisitos ajuda, mas é na prática que você percebe se um ETRM para varejo de energia realmente vai dar conta da sua operação.

Por isso, em vez de só comparar telas e listas de funcionalidades, vale dar o próximo passo: colocar o seu contexto na conversa.

Quer ver como um ETRM para varejo de energia funciona com os seus números, as suas UCs e a sua estratégia?

Nossa sugestão é simples:

  1. Você conta, em uma conversa rápida, como está seu varejo hoje (ou como você quer começar).

  2. Nós mostramos, em uma demo guiada, como o Thunders organiza esse cenário de ponta a ponta: do CRM à CCEE, do faturamento ao BI.

  3. No final, você sai com uma visão clara dos gaps da sua operação atual e dos ganhos possíveis ao utilizar um ETRM para varejo de energia desenhado para essa realidade.

 

 

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