ETRM de energia: o que é e por que reduz risco no mercado livre

Quando uma empresa entra de vez no mercado livre de energia, a primeira reação costuma ser montar uma bateria de planilhas e sistemas caseiros para dar conta dos processos. Isso funciona por um tempo. Porém, à medida que o volume de contratos aumenta, a complexidade explode e os riscos começam a ficar grandes demais para improviso. É exatamente nesse ponto que entra o ETRM de energia.

De forma simples, um ETRM de energia é o sistema que centraliza operações, riscos e resultados de energia em um único lugar. Ele conecta cadastros, propostas, contratos, registros na CCEE, medições, faturamento e análises. Assim, o que antes estava espalhado em várias planilhas e e-mails passa a fazer parte de um fluxo único, rastreável e muito mais confiável.

 

Ao longo deste texto, vamos explicar o que é um ETRM de energia, quais riscos ele reduz e como ele melhora a vida de comercializadoras, gestoras, geradoras, distribuidoras e varejistas.

O que é um ETRM de energia, na prática?

ETRM vem de Energy Trading and Risk Management. No mercado de energia, ele é o “sistema nervoso central” da operação: é ali que você enxerga posições, contratos, exposição, liquidações e resultado.

Em vez de ter:

  • uma planilha para contratos,

  • outra para medições,

  • outra para faturamento,

  • e mais algumas para relatórios e projeções,

o ETRM de energia concentra tudo isso numa mesma base de dados. Dessa forma, as informações conversam entre si e o risco de perda ou divergência diminui bastante.

Em linhas gerais, um ETRM de energia costuma organizar:

  • CRM e cadastros – empresas, grupos econômicos, usinas, consumidores, unidades consumidoras;

  • Front office – propostas, deals, RFQs, condições comerciais negociadas;

  • Middle office – controle de posições, cenários, riscos, lastro e saldo;

  • Backoffice & CCEE – registros, ajustes, contabilização, liquidação, integração com PI/SCDE;

  • Financeiro – faturamento, recebíveis, pagamentos, impostos;

  • BI – relatórios e dashboards para gestão e tomada de decisão.

Ou seja: o ETRM de energia não é “só um sistema de contrato”. Ele é a base da operação inteira.

Por que o ETRM de energia reduz tanto risco

ETRM

Você até consegue rodar parte da operação com planilhas.

Contudo, isso traz uma série de riscos que crescem junto com o negócio.

Vamos a alguns deles – e como um ETRM de energia ajuda a reduzir cada um.

1. Risco de erro operacional

Com planilhas, é muito fácil:

  • digitar um valor errado em um contrato,

  • atualizar uma aba e esquecer outra,

  • perder o histórico de quem mudou qual célula e quando.

Um ETRM de energia trabalha com cadastros únicos, telas validadas e trilhas de auditoria. Assim, o sistema passa a:

  • validar campos obrigatórios,

  • impedir cadastros duplicados,

  • registrar quem fez cada alteração importante.

Como resultado, o espaço para erro humano diminui e você ganha muito mais segurança nos dados.


2. Risco de exposição e descasamento de posições

Em operações de trading, serviços ou geração, é comum ter dezenas ou centenas de contratos acontecendo ao mesmo tempo. Sem um ETRM de energia:

  • você pode vender mais do que tem de lastro,

  • pode não enxergar uma exposição em determinado submercado,

  • ou pode simplesmente perder o timing de uma oportunidade.

O ETRM de energia calcula posições, lastro e saldo em tempo quase real. Além disso, ele permite testar cenários, simular compras e vendas e entender rapidamente o impacto de cada operação no seu risco.


3. Risco regulatório e de CCEE

Outro risco enorme é o regulatório. A CCEE exige:

  • registros corretos de contratos,

  • medições consistentes,

  • envios em prazos definidos.

Quando isso é controlado por pastas, e-mails e planilhas, atrasos e erros se tornam bem prováveis.

O ETRM de energia, por outro lado:

  • integra com a CCEE (PI, SCDE, extratos),

  • ajuda a acompanhar prazos de registro, ajustes e contabilização,

  • e reduz o retrabalho na hora de conciliar dados internos com os números oficiais.

Consequentemente, você diminui o risco de penalidades e de distorções na liquidação.


4. Risco financeiro e de faturamento

Ainda há o lado financeiro. Se o faturamento é feito em planilhas, qualquer erro de fórmula pode gerar:

  • cobrança a menor (perda de receita),

  • cobrança a maior (conflito com cliente),

  • ou divergências entre o que foi liquidado na CCEE e o que foi faturado.

Um ETRM de energia conecta Backoffice, Medição e Financeiro. Assim, o cálculo de faturas leva em conta:

  • medições corretas,

  • contratos e condições comerciais,

  • impostos e encargos,

  • além de regras específicas de distribuidoras, TUSD e modelos de repasse.

 

No fim, a empresa passa a confiar mais nos próprios números.

Quem se beneficia de um ETRM de energia

Um ponto importante é que o ETRM de energia não é só para grandes traders. Ele é útil para vários perfis do mercado:

  • Comercializadoras de energia – ganham visão de portfólio, risco e resultado, além de controle fino de CCEE.

  • Gestoras de energia – conseguem acompanhar contratos, medições e relatórios por cliente, com muito mais clareza na prestação de contas.

  • Comercializadoras varejistas – precisam lidar com grande volume de unidades consumidoras, faturas e saldos; sem ETRM, fica impraticável.

  • Geradoras – enxergam melhor o resultado por usina, contrato e submercado, além de acompanhar exposição e oportunidades de trading.

  • Distribuidoras – conseguem planejar compras, acompanhar orçamento regulatório e analisar riscos de forma estruturada.

 

Em todos esses casos, o ETRM de energia funciona como o “cérebro” da operação.

O que olhar na hora de escolher um ETRM de energia

Se você já entendeu que precisa de um ETRM, o próximo passo é escolher uma solução que faça sentido para o seu contexto. Para isso, vale considerar alguns pontos.

Cobertura de ponta a ponta

Primeiro, verifique se o sistema cobre de fato a jornada inteira:

  • CRM e propostas,

  • operações e contratos,

  • CCEE e medição,

  • faturamento e financeiro,

  • relatórios e BI.

Quanto mais “buracos” existirem, mais você vai depender de planilhas paralelas.

Quanto mais “buracos” existirem, mais você vai depender de planilhas paralelas.


Modelo de entrega e atualização

Além disso, é importante avaliar como o ETRM de energia é entregue:

  • é um sistema SaaS, atualizado com frequência?

  • exige projetos longos sempre que a CCEE muda alguma regra?

  • tem equipe dedicada acompanhando regulatório e boas práticas?

Um modelo em SaaS tende a ser mais rápido para evoluir, mais previsível de custo e mais aderente às mudanças constantes do setor.


Segurança e governança

Outro ponto essencial é a segurança. Verifique se o ETRM de energia oferece:

  • gestão de usuários e perfis;

  • controle de acessos por módulo e por tipo de ação;

  • logs detalhados das operações;

  • boas práticas de segurança de dados e backup.

Isso é ainda mais importante em contextos com muitos dados de clientes, como serviços e varejo.


Especialização em energia

Por fim, olhe para a origem da solução. Há uma grande diferença entre:

  • um sistema genérico adaptado para energia; e

  • um ETRM de energia desenhado desde o início para o mercado elétrico.

 

Soluções focadas em energia costumam refletir melhor a realidade da CCEE, dos contratos, dos perfis de agente e das dores específicas do setor.

Onde o ETRM da Thunders entra nessa história

A Thunders nasceu justamente para juntar duas coisas: conhecimento profundo do mercado de energia e experiência em desenvolvimento de sistemas críticos. Por isso, o ETRM de energia da Thunders foi desenhado para atender:

  • Trading,

  • Serviços,

  • Varejo,

  • Geração,

  • e Distribuição,

sempre com módulos globais compartilhados (CRM, Front, Operações, Backoffice, Medição, Financeiro e BI).

Na prática, isso significa:

  • uma base única de dados para toda a empresa;

  • integração nativa com CCEE;

  • automação de processos críticos;

  • e muita informação pronta para ser usada em decisões de negócio.


Próximo passo: entender se você já precisa de um ETRM de energia

Se você leu até aqui e se reconheceu convivendo com:

  • planilhas espalhadas,

  • dificuldade de enxergar posições,

  • medo de errar na CCEE,

  • ou dúvidas sobre seus próprios números, provavelmente já passou da hora de conversar seriamente sobre um ETRM de energia.

Quer descobrir se é o momento certo de adotar um ETRM de energia?


Agende um bate-papo de 30 minutos com o time da Thunders. Vamos ouvir como a sua operação funciona hoje e mostrar, com exemplos concretos, onde um ETRM pode reduzir risco e gerar resultado.

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