Relatório Semanal de Monitoramento Prudencial – Fator de Alavancagem | Semana 3 de Janeiro de 2026

Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro de 2026

O mais recente relatório de Monitoramento Prudencial da CCEE, referente à semana 3 de janeiro de 2026, aponta sinais claros de retomada da estabilidade no mercado livre de energia. Após oscilações pontuais nas semanas anteriores, o número de comercializadoras com Fator de Alavancagem (FA) igual a zero voltou a subir, alcançando 317 agentes — o maior número registrado no ano até o momento.

Esse avanço consolida uma tendência de neutralidade regulatória, refletindo maior aderência às boas práticas financeiras e uma gestão de risco mais cautelosa por parte dos participantes do setor.

Faixas de Fator de Alavancagem do Relatório Prudencial
Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro de 2026, referente a semana 3 de Janeiro de 2026

De acordo com os dados atualizados de Monitoramento Prudencial da CCEE, o setor contou com 512 comercializadoras monitoradas na semana 3 de janeiro de 2026. Dessas, 317 apresentaram Fator de Alavancagem (FA) igual a zero, o que representa 61,91% do total. Este resultado configura um crescimento significativo de 14 agentes em relação à semana anterior (quando o número era de 303, ou 59,18%), retomando o patamar observado nas semanas anteriores ao recuo.

Essa expansão reforça a percepção de que parte relevante do mercado está se reposicionando para faixas de menor risco, mantendo uma postura prudente e consistente frente aos desafios regulatórios e macroeconômicos.

O gráfico abaixo também revela movimentações discretas nas faixas de risco intermediárias, o que reforça o diagnóstico de amadurecimento prudencial do setor.

  • A faixa 1 (0 < FA ≤ 0,20) cresceu de 80 para 87 agentes, registrando um aumento de 8,75% em uma semana. Isso sinaliza que parte dos agentes que estavam em faixas mais elevadas recuaram para a primeira faixa de risco regulatório, mantendo exposição moderada.
  • A faixa 2 (0,20 < FA ≤ 0,50) permaneceu estável com 20 agentes, o que demonstra certa constância no grupo de empresas com alavancagem operacional sob controle.
  • A faixa 3 (0,50 < FA ≤ 1,00) caiu levemente de 14 para 13 agentes, uma oscilação de menor impacto, mas que pode refletir ajustes pontuais de exposição.
  • As faixas 4 e 5 não apresentaram variações, permanecendo com 0 e 10 agentes, respectivamente.

Além disso, um dado relevante: o número de empresas com FA Negativo subiu de 25 para 30, representando um grupo que exige atenção redobrada por parte do monitoramento prudencial.

Já o volume de empresas sem declaração caiu drasticamente de 56 para 31, reduzindo a taxa de não conformidade de 10,93% para 6,05%, o que representa uma melhora importante na transparência regulatória.

Confira abaixo:

Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro, referente a semana 3 de Janeiro/2026

Interpretação da semana: Monitoramento Prudencial confirma retomada da neutralidade

A análise dos dados da semana 3 de janeiro de 2026 confirma que o setor segue fortalecendo sua estrutura prudencial. O avanço no número de agentes com FA = 0 e o crescimento da faixa 1 demonstram um movimento de realinhamento estratégico com foco em estabilidade financeira e regulatória.

Além disso, a queda no número de empresas sem declaração de FA é um sinal positivo, que aponta para maior comprometimento com a transparência regulatória, o que é essencial para o bom funcionamento do Monitoramento Prudencial da CCEE.

Em resumo, os dados desta edição reforçam que o mercado livre de energia está em trajetória de amadurecimento, adotando práticas mais responsáveis de gestão de risco, mesmo diante de um cenário econômico desafiador.

Redução do Fator de Alavancagem: leitura consolidada da semana

Nesta edição do Monitoramento Prudencial, 21 comercializadoras apresentaram redução no Fator de Alavancagem (FA) em comparação com a semana anterior. Dentre elas, 13 agentes migraram para FA = 0, fortalecendo o grupo de empresas com menor exposição e reforçando o perfil de risco mais conservador do setor.

Esse volume representa um crescimento expressivo em relação à semana anterior e reforça o amadurecimento prudencial do mercado, com movimentações alinhadas às estratégias de readequação financeira, gestão de risco e adaptação às exigências regulatórias.

Comercializadoras que reduziram o Fator de Alavancagem – comparação semanal

Desceu de faixa

Cód. AgenteSigla do Agente202601002202601003
69TRADENERFA = 1FA = 0
1600DIFERENCIALFA = 5FA = 3
2473SAFIRA COMFA = 1FA = 0
2901SAFIRA TRADINGFA = 1FA = 0
3630CAPITALEFA = 2FA = 1
7760MIGRATIOFA = 2FA = 1
8709AGORA ENERGIAFA = 2FA = 1
9949ATIAIAFA = 5FA = 3
12372ENERCORE CFA = 2FA = 1
16338ATMOFA = 1FA = 0
50089EMEWEFA = 1FA = 0
61042BIDFA = 2FA = 1
Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro, referente a semana 3 de Janeiro/2026

Análise prudencial das reclassificações

Reduções completas de alavancagem (migração para FA = 0)

13 comercializadoras atingiram FA igual a zero, migrando para a faixa mais segura de exposição regulatória. Esse movimento demonstra consistência com as diretrizes de neutralidade financeira, ampliando o contingente de agentes com menor risco financeiro e maior aderência às boas práticas do mercado livre.

Destaca-se a diversidade dos agentes que zeraram o FA, incluindo empresas de diferentes perfis e portes — o que reforça o caráter setorial e estrutural desse movimento de reclassificação.

Reduções parciais de alavancagem

Outras 8 empresas realizaram reclassificações parciais, migrando de faixas mais altas para intermediárias, como de FA 5 para FA 3 ou de FA 2 para FA 1. Embora ainda não tenham alcançado FA = 0, essas reduções representam importantes ganhos prudenciais, pois indicam estratégias de ajuste financeiro com foco na mitigação de risco e maior resiliência institucional.


Leitura integrada do movimento de queda do FA

Mesmo com o recuo numérico no total de agentes em FA = 0, os dados da semana 2 de janeiro/2026 sugerem que o cenário regulatório continua robusto e conservador. A redução de risco segue presente em diversas frentes, com empresas ativamente ajustando sua posição financeira.

Além disso, o comportamento das reclassificações indica que o setor está atento não apenas às exigências atuais, mas também à previsibilidade e adaptação ao longo do ano, o que reforça o papel do Monitoramento Prudencial como ferramenta estratégica para o mercado livre de energia.

Comercializadoras em faixas intermediárias de alavancagem

Embora as faixas mais elevadas de alavancagem concentrem maior atenção no Monitoramento Prudencial, as faixas intermediárias (FA 2 e FA 3) merecem destaque por representarem uma importante zona de transição do risco financeiro. Nessas faixas, encontram-se comercializadoras que já apresentam exposição elevada, mas que ainda têm margem para ajustes sem comprometer a estabilidade regulatória.

Nesta semana, 22 comercializadoras foram classificadas nessas faixas:

  • 20 empresas estão na FA 2, com Fator de Alavancagem (FA) entre 0,20 e 0,50;
  • 2 empresas permanecem na FA 3, com FA entre 0,50 e 1,00.

Essa concentração reforça o papel dessas faixas como áreas de atenção prudencial moderada, exigindo acompanhamento próximo das variações operacionais, especialmente diante de mudanças contratuais, sazonais ou de gestão de margem.

Além disso, os dados revelam que, mesmo dentro de um cenário predominantemente conservador, a presença contínua de empresas nessas faixas evidencia um ciclo ativo de ajustes e reestruturações, que pode tanto evoluir para níveis mais seguros quanto demandar respostas mais rápidas da gestão financeira.

Confira abaixo a lista de agentes classificados na faixa 2 de alavancagem na semana 3 de janeiro de 2026, com seus respectivos fatores de alavancagem (FA):

Faixa 2

Cód. AgenteSigla do Agente202601003
115DELTA ENERGIA0,221
1784ENERGISA COM0,244
2999AMERICA0,237
11051TRINITY ENERGIA0,303
12712ZETA ENERGIA0,454
47262CSI C0,219
49994LOG ENERGIA0,202
53008MINERVA COM0,298
59871CRIPTON0,263
61397THOPEN0,316
62432VOLTALIA COM0,458
63439BISMUT COM0,206
69703INDRA ENERGIA0,210
70075W70,306
70152ENNER0,246
70951INNOVARE ENERGIA0,207
87780SQUADRA0,225
93822SKER COM0,485
104126ENGEFORM COM0,490
109867TRIEX ENERGIA0,257
Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro, referente a semana 3 de Janeiro/2026

Faixa 3

Cód. AgenteSigla do Agente202601003
112ELECTRA ENERGY0,517
1600DIFERENCIAL0,982
5228GAMA0,559
6080BOVEN ENERGIA0,801
7860MEGA WATT0,539
9949ATIAIA0,897
15555OT ENERGIA0,868
65592BOVEN VAREJISTA0,680
70960CESP COM0,730
78247ROMA COM0,500
78264GRAM0,640
78265SP COM0,500
108242BTG PACTUAL ENERGIA0,596
Últimos dados disponibilizados pela CCEE são de 30 de Janeiro, referente a semana 3 de Janeiro/2026

De forma geral, a análise detalhada das faixas intermediárias e mais elevadas de alavancagem reforça que, embora existam agentes ainda posicionados em zonas de maior atenção prudencial, a maior parte das comercializadoras apresenta níveis controlados de exposição, com predominância de fatores de alavancagem próximos aos limites inferiores de cada faixa.

Esse padrão indica que o risco prudencial permanece concentrado e monitorável, ao mesmo tempo em que evidencia um processo contínuo de ajuste e amadurecimento do mercado livre de energia.

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Evolução constante e apoio estratégico

O Monitoramento Prudencial evidencia, mais uma vez, uma evolução gradual, porém consistente, das comercializadoras rumo a uma postura financeira mais sólida e aderente às exigências regulatórias. À medida que mais agentes buscam reduzir seus níveis de alavancagem, o mercado avança em direção a um ambiente mais estável, transparente e preparado para os desafios futuros do mercado livre de energia.

Nesse contexto, contar com inteligência regulatória, dados confiáveis e acompanhamento contínuo torna-se essencial para a tomada de decisão. A Thunders atua como parceira estratégica nesse processo, oferecendo tecnologia e análise para apoiar a gestão prudencial dos agentes.

Entre em contato com nosso time pelo e-mail comercial@thunders.com.br e agende uma conversa.

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