O mercado livre de energia segue apresentando um cenário de forte competitividade em 2026.
Em junho, o ranking das maiores comercializadoras revelou mudanças relevantes entre os líderes, além de reforçar a presença recorrente de grandes players no topo do ACL. Dessa forma, os dados mostram não apenas altos volumes de comercialização, mas também capacidade estratégica, consistência operacional e adaptação às dinâmicas do mercado.
Neste post, analisamos os dados mais recentes do ranking mensal e da média móvel dos últimos 12 meses (MM12) com base nas informações divulgadas pela CCEE. Além disso, destacamos as principais movimentações entre os maiores vendedores de energia e os sinais de continuidade competitiva no mercado livre.
Entre os principais pontos analisados, destacamos:
- As mudanças entre os líderes do ranking mensal;
- A consolidação dos principais players na MM12;
- E os sinais de competitividade crescente no ACL.
A seguir, confira os principais destaques do ranking e a análise das 20 maiores comercializadoras de energia do mercado livre.
Liderança no ACL em maio: estabilidade no topo e novas disputas entre os maiores vendedores
Aviso: os dados apresentados neste ranking foram elaborados pela Thunders com base nas informações públicas do InfoMercado CCEE, referência oficial do mercado livre de energia brasileiro.
O mercado livre de energia (ACL) manteve, em junho de 2026, um cenário de forte competitividade entre as principais comercializadoras do país. Embora a liderança continue concentrada entre os maiores players, o ranking mensal registra mudanças importantes nas posições intermediárias, reforçando a dinâmica e a competitividade do setor.
Com base nos dados mais recentes da CCEE, as 20 maiores comercializadoras somaram 56.214,4 MW médios vendidos em junho, evidenciando, mais uma vez, a elevada concentração do volume negociado entre os principais agentes do mercado livre de energia.
Pela quarta divulgação consecutiva, o Santander COM lidera o ranking mensal, com 5.187,9 MW médios comercializados. Dessa forma, a instituição mantém sua posição de destaque e reforça a presença das instituições financeiras entre os maiores vendedores de energia do ACL.
Logo em seguida, o Banco BTG Pactual permanece na segunda colocação, registrando 4.993,4 MW médios. Além disso, o banco continua demonstrando consistência operacional e forte participação entre os principais agentes do mercado.
Na terceira posição, a Auren registra 4.326,0 MW médios, mantendo sua presença entre as líderes do setor. Enquanto isso, a Comerc Energia SA avança para a quarta colocação, com 3.544,3 MW médios, ultrapassando outros agentes e reforçando sua relevância no mercado livre de energia.
Bloco intermediário segue competitivo
Na sequência, o bloco intermediário continua bastante disputado. Enel Trading, Serena e COPEL COM aparecem com volumes próximos, variando entre 3.295,6 MW e 3.166,2 MW médios.
Além disso, ENGIE BR COM permanece entre os dez maiores vendedores do período, registrando 2.677,7 MW médios. Assim, esse grupo demonstra que pequenas variações de volume continuam sendo suficientes para alterar posições no ranking mensal.
Ao mesmo tempo, Casa dos Ventos COM, Itaú COM, EDP C e Jirau seguem figurando entre os principais comercializadores do período. Dessa maneira, o ranking reforça a presença de agentes com diferentes perfis de atuação e estratégias comerciais.
Diversidade de agentes fortalece o mercado livre
Por outro lado, a segunda metade da lista confirma a diversidade de modelos presentes no ACL. Empresas como ENEVA, Matrix COM, Raízen Power, TRIA e CEMIG H Comercialização continuam entre os vinte maiores vendedores, demonstrando competitividade mesmo em um ambiente bastante disputado.
Além disso, Statkraft, CPFL Brasil e XP Comercializadora permanecem no Top 20, reforçando a pluralidade de participantes e a capacidade de diferentes perfis de empresas sustentarem posições relevantes no mercado.
Dessa forma, os resultados de junho mostram que, embora a liderança permaneça relativamente estável, a competição segue intensa entre as demais posições do ranking. Como consequência, o mercado livre de energia continua apresentando elevado nível de dinamismo, eficiência comercial e diversidade de estratégias entre seus principais agentes.
Destaques do Ranking de Junho/26
Confira abaixo o ranking completo das 20 maiores comercializadoras de energia em junho de 2026:

O que o ranking de junho revela?
Os dados de junho reforçam uma tendência observada ao longo de 2026: a liderança no mercado livre de energia (ACL) permanece concentrada entre comercializadoras com grande escala operacional e alta recorrência de negócios.
Ao mesmo tempo, o bloco intermediário segue bastante competitivo. Pequenas diferenças de volume continuam provocando mudanças de posição entre empresas tradicionais, evidenciando que a disputa permanece intensa mesmo fora das primeiras colocações.
Além disso, o ranking mostra que o mercado livre de energia reúne diferentes perfis de comercializadoras. Instituições financeiras, utilities, geradoras e empresas independentes seguem dividindo espaço entre os principais vendedores, refletindo a maturidade e a diversidade do ACL.
Dessa forma, o desempenho de junho confirma que consistência comercial, capacidade de execução e escala operacional continuam sendo os principais diferenciais para permanecer entre as maiores comercializadoras de energia do país.
Liderança consolidada no ACL: o que revela a média móvel (MM12)
Segundo os dados mais recentes do InfoMercado CCEE, as 20 maiores comercializadoras somaram 62.485,1 MW médios na MM12, representando uma parcela significativa da energia negociada no Ambiente de Contratação Livre (ACL). Dessa forma, a média móvel continua evidenciando quais empresas conseguem sustentar desempenho consistente ao longo do tempo, independentemente das oscilações mensais.
Na liderança da MM12, o Banco BTG Pactual permanece isolado na primeira posição, com 6.726,2 MW médios comercializados nos últimos 12 meses. Além disso, a companhia mantém sua regularidade operacional e reafirma seu protagonismo entre as maiores comercializadoras de energia do mercado livre.
Logo em seguida, o Santander COM ocupa a segunda colocação, registrando 6.113,9 MW médios. Assim, a instituição segue consolidando sua presença entre os principais vendedores de energia do ACL e reforça a competitividade das instituições financeiras nesse segmento.
Na terceira posição, a Auren contabiliza 5.125,7 MW médios, preservando sua relevância entre os líderes do mercado. Enquanto isso, a ENEVA permanece na quarta colocação, com 3.749,4 MW médios, demonstrando consistência e presença recorrente entre os principais agentes da média móvel.
Confira agora:

Bloco intermediário mostra forte competitividade
Na sequência, a média móvel (MM12) evidencia um grupo de comercializadoras de energia com volumes bastante próximos entre si. Assim, o cenário reforça a competição constante entre os principais agentes do mercado livre de energia (ACL), mostrando que pequenas variações continuam influenciando a disputa pelas posições intermediárias do ranking.
Entre os destaques desse bloco estão:
- ENEVA, com 3.749,4 MW médios;
- ENEL Trading, com 3.726,0 MW médios;
- Comerc Energia SA, com 3.718,2 MW médios;
- COPEL COM, com 3.240,7 MW médios;
- Raízen Power, com 3.221,0 MW médios.
Além disso, Casa dos Ventos COM, Matrix COM, ENGIE BR COM e Serena continuam figurando entre as maiores comercializadoras da MM12. Dessa forma, esse grupo demonstra que diferentes estratégias comerciais seguem competitivas e capazes de sustentar posições de destaque no mercado livre de energia.
Diversidade de modelos fortalece o mercado livre
Por outro lado, a segunda metade do ranking confirma a diversidade que caracteriza o mercado livre de energia brasileiro. Enquanto algumas comercializadoras atuam com forte integração entre geração e comercialização, outras conquistam espaço por meio de estratégias especializadas e atuação em nichos específicos.
Entre os agentes que permanecem relevantes na MM12 estão:
- XP Comercializadora;
- EDP C;
- Itaú COM;
- CEMIG H Comercialização;
- Statkraft.
Além disso, SEB – Shell Energy Brasil, TRIA e Solenergias seguem entre as 20 maiores comercializadoras da média móvel. Consequentemente, o ranking evidencia a pluralidade de modelos de negócio presentes no ACL e a capacidade de diferentes perfis de empresas permanecerem competitivos ao longo do tempo.
Consistência segue como diferencial competitivo no ACL
Por fim, a análise da MM12 reforça uma tendência observada ao longo de 2026: permanecer entre as maiores comercializadoras de energia exige muito mais do que bons resultados em um único mês.
Pelo contrário, a liderança sustentável depende de fatores como:
- consistência comercial;
- escala operacional;
- capacidade de adaptação ao mercado;
- gestão eficiente de portfólio;
- visão estratégica de longo prazo.
Assim, a média móvel confirma que as principais comercializadoras conseguem manter sua competitividade mesmo em um ambiente de constantes mudanças. Além disso, o ranking demonstra que estratégia, eficiência operacional e recorrência comercial continuam sendo os principais diferenciais para sustentar posições de liderança no mercado livre de energia (ACL).anking mostra que o ACL combina instituições financeiras, utilities e comercializadoras especializadas.
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O que os dados indicam para os próximos meses?
Diante desse cenário, o mercado livre de energia segue demonstrando um ambiente cada vez mais competitivo, estratégico e orientado por escala operacional. Ao mesmo tempo, a permanência recorrente de grandes comercializadoras entre os líderes da MM12 reforça que consistência comercial e capacidade de adaptação continuam sendo fatores decisivos para sustentar relevância no ACL.
Além disso, o avanço de novos players e a disputa mais equilibrada no bloco intermediário indicam que o setor deve continuar passando por transformações ao longo de 2026. Dessa forma, acompanhar os rankings mensais e a média móvel seguirá sendo fundamental para entender os movimentos do mercado, identificar tendências e analisar o posicionamento das principais comercializadoras de energia do país.
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