Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia – dados referente a Julho/26

Ranking Nacional de Consumidores Livres, Especiais e Autoprodutores de Energia


Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em setembro, com dados de julho de 202
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O Brasil conta, atualmente, com 17.122 agentes consumidores livres, especiais ou autoprodutores de energia devidamente registrados na CCEE. Esses agentes possuem 46.733 unidades consumidoras espalhadas por todo país, as quais totalizaram um consumo de 28.355 MW no último mês.

 

RANKING POR CONSUMO

Considerando o volume de energia consumido no mês de julho de 2026, os 10 maiores consumidores do Ambiente de Contratação Livre (ACL) demandaram, juntos, 4.864,4 MW médios. Esse volume representa aproximadamente 17,16% de toda a energia consumida no mercado livre, cuja carga total alcançou 28.355 MW médios no período.

Além disso, os cinco primeiros colocados concentraram 3.026,5 MW médios, o equivalente a aproximadamente 10,67% da carga total do mercado livre de energia.

Por outro lado, apesar da elevada participação no consumo, essas dez empresas somam apenas 850 unidades consumidoras (UCs), ou 1,82% das 46.733 UCs do ACL. Esse contraste evidencia uma característica importante do mercado livre de energia no Brasil: grandes consumidores industriais conseguem concentrar volumes expressivos de demanda mesmo representando uma parcela pequena das unidades consumidoras.

Principais destaques do ranking de consumidores do ACL

      • ALBRAS mantém a liderança no consumo de energia

        A ALBRAS permanece na liderança do ranking de consumidores do ACL, com 829,5 MW médios e apenas 1 unidade consumidora (UC).

        Embora tenha apresentado redução em relação ao levantamento anterior, quando registrava 837,7 MW médios, a companhia segue isolada na primeira posição. Dessa forma, mantém um perfil de altíssima densidade energética individual, característico de grandes operações eletrointensivas.

      • CVRD (Vale) permanece na vice-liderança

        Na segunda colocação, a CVRD (Vale) registra 638,6 MW médios, distribuídos entre 25 unidades consumidoras.

        Apesar da retração em relação ao período anterior, a empresa continua entre os principais consumidores de energia do mercado livre. Além disso, sua distribuição entre diferentes UCs reforça a escala e a capilaridade de suas operações industriais.

      • CBA segue na terceira posição

        Na sequência, a CBA mantém a 3ª colocação, com 610,6 MW médios distribuídos em apenas 4 unidades consumidoras.

        Assim como a ALBRAS, a companhia apresenta uma forte concentração de carga por UC. Portanto, mesmo com poucos pontos de consumo, permanece entre os maiores consumidores de energia do ACL.

      • ALCOA consolida a quarta colocação

        A ALCOA permanece na 4ª posição e alcança 490,9 MW médios, distribuídos em somente 3 UCs.

        Além disso, diferentemente de outros nomes do topo que registraram redução de consumo, a companhia avançou frente ao período anterior, quando contabilizava 479,7 MW médios. Dessa maneira, reforça sua presença entre as operações industriais de alta intensidade energética do mercado livre.

      • Arcelor JF COM fecha o Top 5

        Logo depois, a Arcelor JF COM aparece na 5ª posição, com 456,9 MW médios e 16 unidades consumidoras.

        Apesar da redução em relação aos 470,5 MW médios do levantamento anterior, a companhia permanece entre os cinco maiores consumidores. Com isso, continua demonstrando a relevância dos grandes grupos industriais na composição da demanda do Ambiente de Contratação Livre.

      • Braskem mantém a 6ª colocação

        Na 6ª posição, a Braskem registra 413,8 MW médios, distribuídos entre 17 UCs.

        A empresa permanece em posição relevante no ranking e apresenta uma distribuição de consumo mais pulverizada quando comparada aos primeiros colocados, ainda que mantenha uma carga energética expressiva.

      • Petrobras PIE ultrapassa Klabin Puma

        Uma das movimentações mais importantes do novo ranking ocorre entre a Petrobras PIE e a Klabin Puma.

        A Petrobras PIE alcança 403,8 MW médios, distribuídos entre 55 unidades consumidoras, e assume a 7ª posição. Enquanto isso, a Klabin Puma registra 391,8 MW médios e 22 UCs, passando para o 8º lugar.

        Portanto, além da alteração de posições, os números evidenciam diferentes estratégias de distribuição do consumo entre grandes operações do ACL.

      • SABESP mantém elevada capilaridade

        Na 9ª colocação, a SABESP registra 316,2 MW médios distribuídos entre expressivas 705 unidades consumidoras.

        Consequentemente, a empresa permanece como um dos exemplos mais claros de consumo de energia pulverizado e descentralizado entre os integrantes do Top 10. Sozinha, a SABESP responde por aproximadamente 82,9% das 850 UCs pertencentes às dez maiores empresas por volume.

      • SOUTH32 fecha o Top 10

        Por fim, a SOUTH32 ocupa a 10ª colocação, com 312,3 MW médios distribuídos em apenas 2 unidades consumidoras.

        Seu perfil contrasta diretamente com o da SABESP. Enquanto uma distribui sua demanda entre centenas de unidades, a SOUTH32 concentra um volume expressivo em apenas dois pontos, evidenciando uma altíssima densidade energética por unidade consumidora.

Tabela 1: Ranking de consumidores por consumo

Rank VolumeSiglaVolume (MW)UCs
1ALBRAS829,51
2CVRD638,625
3CBA610,64
4ALCOA490,93
5ARCELOR JF COM456,916
6BRASKEM413,817
7PETROBRAS PIE403,855
8KLABIN PUMA391,822
9SABESP316,2705
10SOUTH32312,32
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em setembro de 2026, com dados de julho de 2026

Análise do mês: estabilidade no topo e disputa nas posições intermediárias

Ao analisar o ranking de consumidores do ACL em julho de 2026, observa-se uma relativa estabilidade entre os líderes. ALBRAS, CVRD e CBA permanecem nas três primeiras posições, enquanto ALCOA e Arcelor JF COM completam o Top 5.

No entanto, os números também mostram movimentações importantes. A Petrobras PIE ultrapassou a Klabin Puma e assumiu a 7ª colocação. Além disso, enquanto alguns grandes consumidores reduziram sua demanda frente ao levantamento anterior, a ALCOA apresentou avanço, alcançando 490,9 MW médios.

No total, os 10 maiores consumidores do mercado livre de energia somaram 4.864,4 MW médios, correspondentes a 17,16% da carga analisada do ACL. Já os cinco primeiros concentraram 3.026,5 MW médios, equivalentes a 10,67% do consumo total.

O que os dados indicam?

A leitura do ranking de consumidores do mercado livre de energia revela três movimentos importantes:

  • Concentração continua elevada entre os grandes consumidores: embora as dez empresas representem somente 1,82% das unidades consumidoras, elas respondem por 17,16% do consumo analisado. Portanto, as grandes cargas industriais continuam exercendo papel relevante na composição da demanda do ACL.
  • Competitividade permanece nas posições intermediárias: a ultrapassagem da Petrobras PIE sobre a Klabin Puma demonstra que, apesar da estabilidade no topo, o bloco intermediário continua sujeito a mudanças conforme o comportamento mensal do consumo.
  • Diferentes perfis de consumo coexistem no ACL: enquanto ALBRAS, CBA, ALCOA e SOUTH32 concentram grandes volumes em pouquíssimas unidades, empresas como SABESP, Petrobras PIE e CVRD apresentam operações mais distribuídas. Assim, densidade energética e capilaridade operacional continuam coexistindo entre os maiores consumidores do mercado livre.

Dessa forma, o ranking de julho de 2026 reforça a diversidade do Ambiente de Contratação Livre (ACL). De um lado, grandes consumidores industriais mantêm elevada concentração de carga. De outro, operações pulverizadas ampliam a capilaridade do consumo. Consequentemente, o mercado livre de energia brasileiro segue combinando escala, diversidade operacional e competitividade entre seus principais consumidores.ra um mercado livre de energia mais maduro, competitivo e heterogêneo, no qual diferentes estratégias operacionais coexistem entre os principais consumidores.

RANKING POR QUANTIDADE DE UCs

A análise por número de unidades consumidoras (UCs) no Ambiente de Contratação Livre (ACL) continua revelando uma dinâmica diferente daquela observada no ranking por volume de energia. Enquanto o consumo permanece concentrado entre grandes indústrias, o ranking por quantidade de UCs evidencia a expansão horizontal do mercado livre, impulsionada por empresas com operações distribuídas e elevada capilaridade.

De acordo com os dados mais recentes, as 20 empresas com maior número de unidades consumidoras somam 8.498 UCs, o que representa aproximadamente 18,18% das 46.733 unidades consumidoras do ACL.

Além disso, essas empresas registram 1.069,04 MW médios de consumo agregado, com média aproximada de 0,126 MW por unidade consumidora. Dessa forma, o grupo mantém um perfil de consumo amplamente distribuído, típico de operações com centenas de pontos de consumo.

Esse comportamento reforça uma tendência estrutural do mercado livre de energia no Brasil. Ao mesmo tempo em que grandes consumidores concentram volumes expressivos de energia, empresas dos setores de saneamento, varejo, serviços, telecomunicações e instituições financeiras ampliam sua presença por meio de redes extensas de unidades consumidoras.

Consequentemente, o crescimento da quantidade de UCs contribui para a pulverização do ACL, amplia a capilaridade do mercado e reforça a diversidade dos modelos de consumo presentes no Ambiente de Contratação Livre.

Confira quem são esses principais agentes por quantidade de UCs:

Tabela 2: Ranking de consumidores por quantidade de UCs

Rank UCsSiglaUCSVolume (MM)
1SENEPAR86786,32
2EMBASA75498,38
3SABESP705303,26
4B2W CE60819,07
5BRADESCO53719,58
6CORSAN51647,43
7VTAL49330,97
8ITAU CL546822,07
9VIAVAREJO44810,34
10CBD41453,49
11SUPER BH 00134630,30
12ASSAI ATACADISTA323126,82
13RENNER MATRIZ30419,46
14SANTANDER28513,42
15TELEFONICA26765,33
16BURGER KINK2517,87
17RIACHUELO23415,88
18C&A MODAS22916,15
19WMS SUPER22764,78
20CAGECE22418,12
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em setembro de 2025, com dados de julho de 2026

Destaques estratégicos do novo ranking

SANEPAR mantém a liderança em capilaridade

A SANEPAR permanece na liderança do ranking por quantidade de unidades consumidoras, com 867 UCs e 86,32 MW médios de consumo.

Esse número representa cerca de 10,20% das UCs do Top 20. Além disso, seu consumo médio permanece próximo de 0,100 MW por unidade, reforçando um perfil altamente pulverizado.

Dessa maneira, a companhia continua sendo um dos principais exemplos de operação descentralizada no mercado livre de energia, característica típica de empresas de infraestrutura e saneamento.

EMBASA consolida a vice-liderança

Na segunda posição, a EMBASA registra 754 unidades consumidoras e 98,38 MW médios.

Assim, a empresa mantém elevada capilaridade operacional e reforça o protagonismo do setor de saneamento no ACL. Seu consumo médio fica próximo de 0,130 MW por UC, combinando distribuição geográfica ampla com demanda energética relevante.

SABESP segue na 3ª posição e amplia o consumo

A SABESP permanece na 3ª colocação, com 705 unidades consumidoras.

Ao mesmo tempo, seu consumo alcança expressivos 303,26 MW médios, o maior volume entre as empresas do Top 20 por quantidade de UCs. Isso representa aproximadamente 0,430 MW por unidade consumidora.

Portanto, a companhia mantém um perfil bastante particular: combina alta capilaridade com elevada intensidade energética, demonstrando que operações amplamente distribuídas também podem apresentar volumes significativos de consumo.

B2W CE permanece entre as operações mais pulverizadas

A B2W CE ocupa a 4ª posição, com 608 unidades consumidoras e 19,07 MW médios.

Apesar do elevado número de UCs, sua média de consumo é de apenas 0,031 MW por unidade. Consequentemente, o dado reforça um modelo característico de varejo e e-commerce, baseado em muitos pontos de consumo com baixa demanda energética individual.

Bradesco fecha o Top 5

Na 5ª colocação, o Bradesco registra 537 unidades consumidoras e 19,58 MW médios.

Assim como a B2W CE, a companhia apresenta uma operação altamente distribuída e de baixo consumo médio por UC. Além disso, sua presença no Top 5 reforça a participação das instituições financeiras no mercado livre de energia, especialmente por meio de grandes redes corporativas.

O que os dados indicam?

A leitura do ranking por UCs mostra três movimentos importantes no mercado livre de energia brasileiro.

Capilaridade ganha relevância no ACL

Primeiramente, as cinco primeiras empresas do ranking somam 3.471 unidades consumidoras, mostrando a dimensão das operações distribuídas no mercado livre.

Entretanto, seus perfis de consumo são bastante diferentes. Enquanto SANEPAR, EMBASA e B2W CE apresentam médias menores por unidade, a SABESP se destaca por combinar centenas de UCs com consumo energético elevado.

Saneamento se mantém entre os setores de maior presença

Além disso, SANEPAR, EMBASA e SABESP ocupam três das quatro primeiras posições.

Esse movimento reforça a importância do setor de saneamento na expansão do mercado livre, especialmente por sua característica de operar múltiplas instalações distribuídas geograficamente.

Varejo, serviços e finanças reforçam a pulverização

Por outro lado, empresas como B2W CE, Bradesco, ViaVarejo, Itaú e Santander apresentam grande quantidade de unidades consumidoras, porém com volumes médios relativamente baixos por ponto.

Dessa forma, esses segmentos ajudam a ampliar a pulverização e a descentralização do ACL, contribuindo para um mercado cada vez mais diverso.

Conclusão

Em síntese, o ranking por quantidade de unidades consumidoras mostra que o Ambiente de Contratação Livre continua evoluindo em duas direções complementares: de um lado, grandes consumidores seguem concentrando volume; de outro, empresas com centenas de pontos de consumo ampliam a capilaridade e a diversificação do mercado livre de energia.

ANÁLISE POR FAIXAS DE VOLUME

A segmentação por faixas de volume no Ambiente de Contratação Livre (ACL) permite compreender como o consumo de energia está distribuído entre diferentes perfis de consumidores. Além disso, essa análise ajuda a identificar os movimentos de concentração, diversificação e expansão do mercado livre de energia.

Com base nos dados mais recentes, observa-se que a concentração nas faixas de maior volume continua relevante no ACL. Ao mesmo tempo, a elevada quantidade de agentes nas faixas de menor consumo evidencia uma base cada vez mais ampla e diversificada. Dessa forma, o mercado livre de energia no Brasil combina grandes consumidores intensivos com uma presença crescente de agentes de menor porte.

No total, a análise contempla 13.957 agentes, 28.285 MW médios e 46.725 unidades consumidoras (UCs).Confira abaixo a análise por faixa de carga:

Tabela 3: Segmentação por faixas de volume de energia consumido

FaixaDeAtéAgentesVolume (MWm)% Agentes% Volume%UCs
11001.000389.4930,27%33,56%3,73%
250100342.3410,24%8,28%7,03%
33050501.9250,36%6,81%4,97%
410302353.8521,68%13,62%14,49%
55103282.3172,35%8,19%8,45%
6354051.5652,90%5,53%6,15%
7131.9383.25013,89%11,49%15,24%
80,512.3441.64916,79%5,83%12,42%
90,30,52.33090016,69%3,18%9,09%
100,10,34.69889733,66%3,17%14,57%
1100,11.5579611,16%0,34%3,86%
1200000,00%0,00%0,00%
Fonte: Elaborado pela Thunders a partir da seção Dados Abertos do site da CCEE atualizado em setembro de 2026, com dados de julho de 2026

Principais destaques

Faixa 1: alta concentração de energia em poucos agentes

Antes de tudo, chama atenção o fato de que apenas 38 agentes, equivalentes a 0,27% do total, apresentam consumo superior a 100 MW médios.

Apesar de representarem uma parcela extremamente reduzida dos participantes do ACL, esses consumidores concentram 9.493 MW médios, correspondentes a expressivos 33,56% de toda a energia consumida no período analisado.

Além disso, esse grupo reúne 1.739 unidades consumidoras, ou 3,72% das UCs. Portanto, a diferença entre a participação no número de agentes e no volume consumido evidencia a altíssima concentração energética existente entre os maiores consumidores do mercado livre.

Consequentemente, os dados reforçam a importância estratégica dos grandes consumidores industriais, sobretudo em segmentos eletrointensivos, como mineração, siderurgia, metalurgia, papel e celulose.

Em síntese, menos de 0,3% dos agentes concentram aproximadamente um terço do consumo de energia do ACL, demonstrando a relevância das grandes cargas para a dinâmica do mercado.

Faixas 2 a 4: perfil industrial e presença territorial relevante

Na sequência, as faixas entre 10 e 100 MW médios — faixas 2, 3 e 4 — concentram:

  • 319 agentes, equivalentes a 2,29% do total;
  • 8.118 MW médios, ou 28,71% do volume de energia;
  • 12.377 unidades consumidoras, correspondentes a 26,49% das UCs.

Portanto, quando analisadas em conjunto, essas três faixas possuem participação relevante tanto no consumo quanto na quantidade de unidades consumidoras. Isso indica a presença de empresas com operações industriais robustas e estruturas distribuídas em diferentes localidades.

Especificamente, a Faixa 4, de 10 a 30 MW médios, reúne 235 agentes, responsáveis por 3.852 MW médios, equivalentes a 13,62% da carga total. Além disso, esses consumidores estão distribuídos entre 6.772 UCs, ou 14,49% das unidades consumidoras do ACL.

Dessa maneira, essa faixa permanece como um importante ponto de equilíbrio entre volume expressivo de energia e elevada capilaridade operacional.

Faixas 5 e 6: consumidores de médio volume ampliam a diversidade

Por sua vez, as faixas entre 3 e 10 MW médios reúnem 733 agentes, equivalentes a aproximadamente 5,25% do total.

Juntas, essas empresas respondem por 3.882 MW médios, ou 13,72% do volume analisado, distribuídos entre 6.825 unidades consumidoras, que representam 14,61% das UCs.

Assim, essas faixas reforçam a diversidade do mercado livre de energia, pois combinam uma demanda energética relevante com uma distribuição operacional mais ampla do que aquela observada entre os maiores consumidores.

Faixas 7 a 10: pulverização amplia a base do mercado livre de energia

Por outro lado, é nas faixas entre 0,1 e 3 MW médios que se concentra a maior quantidade de participantes do ACL.

Somadas, as faixas 7 a 10 reúnem 11.410 agentes, ou aproximadamente 81,75% de todos os agentes analisados. Entretanto, eles respondem por apenas 23,73% do volume total de energia.

Ao mesmo tempo, essas faixas concentram 25.337 unidades consumidoras, equivalentes a cerca de 54,23% das UCs.

Esse contraste é especialmente relevante. Afinal, enquanto poucos consumidores sustentam grande parcela da carga total, milhares de agentes com menor demanda individual ampliam a capilaridade e a pulverização do mercado livre de energia.

Além disso, somente a Faixa 10, entre 0,1 e 0,3 MW médios, reúne 4.698 agentes, correspondentes a 33,66% do total, e 6.810 UCs, ou 14,57% das unidades consumidoras.

Mas o que os dados revelam?

A análise por faixas de volume evidencia uma dupla dinâmica no Ambiente de Contratação Livre.

De um lado, permanece uma forte concentração do consumo nas faixas superiores. Os agentes com consumo acima de 10 MW médios representam apenas cerca de 2,56% dos participantes, mas respondem por aproximadamente 62,27% de toda a energia analisada.

Por outro lado, as faixas de menor consumo concentram a maior parte dos agentes e das unidades consumidoras. Esse movimento reforça a expansão e a pulverização do ACL, além de demonstrar que o mercado livre está alcançando uma variedade cada vez maior de perfis empresariais.

Portanto, os dados mostram que concentração e diversificação avançam simultaneamente no mercado livre de energia. Enquanto grandes consumidores industriais continuam fundamentais para o volume negociado, a expansão dos agentes de menor carga amplia a capilaridade, a competitividade e a maturidade do ACL.

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